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01 de abril de 2026

Bolsas de NY fecham em baixa, após CPI reforçar chance de alta de 1 p.p. do juro


Por Agência Estado Publicado 13/07/2022 às 20h10 Atualizado 20/10/2022 às 12h47
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As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quarta-feira, 13, após a leitura mais forte que o esperado do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de junho reforçar temores de que o Federal Reserve (Fed) pode subir o juro em um ponto porcentual no fim deste mês, o que, por sua vez, deu mais fôlego à perspectiva de recessão econômica nos EUA. A recuperação parcial iniciada no fim da manhã e liderada por ações do setor de tecnologia não se sustentou até o fim do pregão.

O índice Dow Jones recuou 0,67%, aos 30.772,79 pontos, o S&P 500 caiu 0,45%, aos 3.801,78 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,15%, a 11.247,58 pontos.

Logo após o CPI, o CME Group passou a registrar aumento da probabilidade de alta do juro básico nos EUA à faixa entre 2,50% e 2,75% em 27 de julho, o que representaria um aumento de 100 pontos-base. Ao longo da tarde, essa expectativa se consolidou a chegou a ser majoritária, com até 69% de chance, ante apenas 11% antes da divulgação do CPI.

Ainda que a previsão da maioria dos analistas seja de mais uma alta de 75 pontos-base, economistas do Citigroup, Wells Fargo e ING estão entre os que não descartam um aumento maior. A perspectiva de um Fed ainda mais agressivo reforçou a leitura de que os EUA entrarão em recessão em breve, como indicam as reduções nas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) americano de S&P Global e Bank of America.

Presidente da distrital de Richmond do Fed, Thomas Barkin admitiu o risco de recessão e ressaltou que o BC deve focar no controle dos preços. Já o chefe do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, avaliou como possível um aumento de 100 pontos-base do juro em julho.

A autoridade monetária divulgou hoje seu Livro Bege, sumário de opiniões dos 12 distritos do Fed que baseiam as decisões da entidade. Segundo o documento, é esperado redução adicional da demanda e persistência das pressões inflacionárias ao menos até o fim do ano, em meio a um mercado de trabalho que segue apertado.

Fortemente descontadas, ações do setor de tecnologia demonstraram algum fôlego hoje, apesar do baixo apetite por risco em Wall Street. O papel da Netflix esteve entre os destaques, com alta de 1,21% após a companhia anunciar parceria com a Microsoft para um plano de assinatura com anúncios. Tesla (+1,70%) e Amazon (+1,08%) também figuraram entre as companhias do setor que tiveram bom desempenho.

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