Câmera flagrou ator pornô esfaqueando esposa em quarto: “Eu te mato”

Uma câmera de monitoramento flagrou o momento em que o ator pornô Walif Santos da Silva, de 32 anos, pega uma faca e, com ela, fere a esposa, enquanto o casal discutia na cama, às 10h17 do último dia 9, na zona leste paulistana (assista abaixo). Ele foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio quando acompanhava a vítima na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Santa Helena.
Ambos, em depoimento, afirmaram que estavam embriagados. Em casa, deitados na cama, discutiram. A vítima ofendeu Walif, conhecido no círculo de vídeos eróticos como Brinquedo Ator, e depois o ameaçou.
“Se você vai me matar, eu te mato”, rebateu o ator, que se levantou e pegou uma faca. A vítima se assustou e tentou se defender segurando a lâmina e, com isso, cortou as mãos. Walif ainda aproximou a arma do rosto da mulher, cortando-a na bochecha e perto do pescoço.
A vítima se levantou, saiu assustada do quarto e foi seguida pelo marido. Já fora do imóvel, a mulher procurou ajuda do irmão, que a acompanhou até a UPA, para onde o ator pornô também se deslocou.
Prisão em flagrante
Na unidade de saúde, a vítima disse que teria caído e, por isso, cortado o rosto. Já em atendimento, ela afirmou à equipe de enfermagem que havia sido ferida por facadas dadas pelo companheiro. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi acionada.
Chegando na UPA, os guardas reconheceram o suspeito por meio do Smart Sampa, prendendo-o em flagrante. Em depoimento obtido pelo Metrópoles, Walif disse que a mulher teria o ameaçado com a faca e, ao se defender, acabou a ferindo. A versão, no entanto, foi desmentida pelo registro em vídeo, anexado no processo pela própria defesa do ator.
Defesa pede suspensão do caso
Ao juntar o vídeo nos autos, os advogados de Walif alegaram que a “suposta vítima” teria o humilhado e que, por isso, ele pegou a faca sobre o guarda-roupa.
“Fez gestos, mas sem o intuito de perfurá-la, pois não era esta a intenção do mesmo. Se fosse este o dolo e objetivo final, o mesmo teria concluído o delito” argumentaram os defensores de Walif ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
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