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01 de junho de 2026

Caso Henry Borel: julgamento é o mais longo do Rio dos últimos 18 anos


Por Agência Estado Publicado 01/06/2026 às 13h43
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O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, entra na fase final nesta segunda-feira, 1º, com os depoimentos das últimas três de 27 testemunhas do caso.

O julgamento de Jairo e Monique já é o mais longo do Rio de Janeiro em 18 anos, desde que as regras do Tribunal do Júri foram alteradas em 2008. O caso supera o da ex-deputada Flordelis, condenada a 50 anos pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Os jurados ouvem nesta segunda o perito Leonardo Huber Tauil, do Instituto Médico-Legal, responsável por assinar os laudos de necrópsia e os laudos complementares sobre as lesões encontradas em Henry, o médico Jefferson Evangelista Corrêa, e o psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro.

Durante o primeiro depoimento, de Huber Tauil, Monique deixou o plenário no momento em que fotos do corpo de Henry foram mostradas aos juradas. Ela deixou a sala por volta das 11h25.

Os depoimentos foram pedidos pela defesa de Jairinho. Após as últimas três oitivas, o Ministério Público terá duas horas e meia para fazer a acusação. As defesas falam em seguida, com até duas horas e meia para cada.

Depois, pode haver réplica da acusação, com até duas horas de duração, e a tréplica das defesas, em até duas horas. A previsão é que o julgamento se encerra nesta semana.

Nesta segunda, uma carreata com pedidos de Justiça saiu do edifício Majestic, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio, onde o crime teria ocorrido, em direção à sede do Tribunal de Justiça, onde o julgamento do caso entrou em seu oitava dia.

Babá diz que Monique orientou que ela apagasse mensagens

No domingo, 31, a babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, afirmou que foi orientada por Monique a apagar mensagens e omitir informações após a morte da criança.

Segundo Thayná, ela trabalhou por cerca de um mês na casa onde Henry morava com a mãe e Jairinho, entre janeiro e março de 2021.

Durante o depoimento, Thayná afirmou ter presenciado ao menos três episódios em que Jairinho levou Henry para um quarto, permaneceu sozinho com ele por algum tempo e, depois, a criança reclamou de dores.

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