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01 de abril de 2026

Com energia mais cara, dispara a procura por sistemas de placas solares


Por Luciana Peña/CBN Maringá Publicado 24/08/2021 às 14h39 Atualizado 20/10/2022 às 14h57
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Com energia mais cara, dispara a procura por sistemas de placas solares
Com energia mais cara, dispara a procura por sistemas de placas solares | Foto: Ilustrativa/Pixabay

A crise hídrica deixou as tarifas de energia mais altas. Neste momento, a tarifa vermelha encarece a conta de luz. Os consumidores buscam alternativas. Uma delas é o sistema de energia fotovoltaica. As empresas especializadas registraram um aumento na procura pelo serviço.

Mas não foi só a energia mais cara que motivou a corrida por informações e contratação do serviço. Na semana passada, foi aprovado na Câmara Federal o projeto de lei 5.829 de 2019 que estabelece as regras para quem optar pelo sistema.

Pela proposta, quem fizer o pedido de instalação do sistema de energia fotovoltaica até um ano após a publicação da lei terá as mesmas condições atuais até 2045.

As condições atuais são mais vantajosas porque o imposto pago é menor. Após a vigência da lei, a incidência de tributos será maior e portanto o retorno do sistema será menor.

Mas ainda assim , na avaliação do engenheiro Lucas Guimarães, empresário do ramo, vai valer muito a pena gerar a própria energia elétrica.

“Do jeito que está hoje é melhor, mas com a lei, a gente vai ter um retorno do investimento um pouco mais longo, porém, a gente vai ter uma segurança jurídica a longo prazo, as pessoas vão poder investir nisso com mais segurança, sabendo exatamente como isso vai funcionar nos próximos anos. Então, você instala o sistema na sua casa e você pode economizar até 95% da sua conta de luz”, explica o engenheiro.

Na empresa de Lucas, as vendas de projetos de instalação do sistema de energia fotovoltaica aumentaram 200%. O sistema não é só econômico, como também é bom para o meio ambiente e tem tudo a ver com a economia sustentável.

Se por um lado, a legislação poderá reduzir as vantagens da geração de energia própria, por outro, as pesquisas na área avançam para placas solares mais eficientes.

No departamento de Física da Universidade Estadual de Maringá uma pesquisa desenvolveu uma película, patenteada, que pode aumentar o rendimento das placas solares, que são feitas de silício. O professor Mauro Baesso explica que da energia solar captada, apenas 15% se torna energia elétrica. A película pode dobrar esse percentual.

“Nós estamos desenvolvendo uma película que ao ser colocada sobre o painel solar, ele vai converter aquela radiação visível do sol para a região que o silício é mais eficiente, então, teoricamente, dá pra melhorar, até quase dobrar a eficiência atual esses 15% de geração de foto corrente”, explica Mauro.

O projeto de lei do Marco Legal da Geração Própria segue agora para o Senado Federal. Ouça a reportagem completa na CBN Maringá.

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