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26 de maio de 2026

Com mulheres no combate pela 1ª vez, fuzileiros navais fazem teste militar para inspeção da ONU


Por Agência Estado Publicado 26/05/2026 às 18h12
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O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) realizou nesta terça-feira, 26, um exercício militar na Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro, como preparação para uma inspeção da Organização das Nações Unidas (ONU) prevista para ocorrer entre esta quarta-feira, 27, e sexta-feira, 29.

O objetivo da inspeção é a revalidação do Nível 3 no Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz da ONU (UNPCRS), patamar mais alto de prontificação para tropas globais.

A inspeção avalia a Força de Reação Rápida (QRF), uma unidade de elite treinada para responder com agilidade e precisão em cenários de conflito e instabilidade. Para manter selo de excelência, a tropa brasileira precisa demonstrar que cumpre integralmente os padrões internacionais de doutrina, treinamento e equipamento.

Desde a primeira avaliação em 2021, o Brasil tem se consolidado como um dos principais fornecedores de expertise militar para a ONU. A manutenção do Nível 3 coloca o país em uma seleta lista de nações capazes de enviar contingentes de alta prontidão para missões humanitárias e de pacificação em contextos de crise internacional.

Durante os exercícios de demonstração, o capitão de fragata Fernando Lima, comandante da Companhia de Desativação de Artefatos Explosivos, listou os avanços tecnológicos da força:

Sistema integrado a caminhões que permite o transporte seguro de pessoal e material especializado para a neutralização de bombas.

Drones e Robótica: Utilização de aeronaves remotamente pilotadas para reconhecimento e robôs para manipulação de objetos suspeitos, minimizando o risco humano.

Cães farejadores: O uso estratégico de cães farejadores treinados para identificar ameaças explosivas em veículos e áreas urbanas.

Mulheres no combate

Segundo o comando da Marinha, a inclusão feminina amplia a capacidade operacional em missões de paz, facilitando a interação com populações vulneráveis e cumprindo diretrizes de gênero da própria ONU.

“A certificação atesta que o Brasil possui uma tropa profissional, moderna e pronta para ser desdobrada em qualquer lugar do mundo sob a bandeira das Nações Unidas”, afirma a Marinha em nota.

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