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02 de abril de 2026

Compensação ambiental de BHP no caso Mariana pode se tornar a maior do mundo


Por Agência Estado Publicado 15/03/2023 às 13h21
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Se os cálculos do escritório de defesa das vítimas do desastre de Mariana (MG) estiverem corretos, a compensação a ser paga pela gigante global de mineração anglo-australiana BHP Billiton será a maior do mundo relativa a um desastre ambiental. Nesta quarta-feira, 15, o escritório global de advocacia Pogust Goodhead informou que a ação inglesa contra a mineradora saltou de 200 mil para 700 mil vítimas e que, somadas, as indenizações são de aproximadamente R$ 230 bilhões (US$ 44 bilhões ou 36 bilhões de libras esterlinas).

Até aqui, os maiores casos registrados no globo ligados a questões ambientais foram da Volkswagen, no escândalo do Dieselgate nos Estados Unidos, em 2016, no valor de US$ 15 bilhões, e de US$ 20,8 bilhões pagos pela BP no derramamento de óleo da Deepwater Horizon, em 2015.

BHP e Vale são as controladoras da mineradora Samarco, responsável pela exploração da barragem do Fundão, que se rompeu em 2015, em Minas Gerais. A companhia australiana aguarda uma posição da Justiça sobre a corresponsabilidade da Vale no incidente. Desde dezembro do ano passado, as companhias travam uma disputa também na Justiça Inglesa para tentar mitigar suas perdas em relação ao caso que acabou indo parar no exterior. Na ocasião, a BHP entrou com uma ação de contribuição contra a Vale, com o objetivo de dividir com a mineradora brasileira a responsabilidade pelas indenizações na Inglaterra. A Vale vem contestando a reivindicação.

A próxima audiência do caso será no Tribunal Superior de Londres (High Court in London) nos dias 29 e 30 deste mês. O julgamento da responsabilidade da BHP pelo colapso da barragem está marcado para 9 de abril do ano que vem, se um acordo não for fechado até lá.

O caso mais que triplicou de tamanho por causa da entrada de novos grupos arrebanhados pela defesa. Entre os novos autores estão membros das comunidades indígenas Guarani, Tupiniquim e Pataxós, e de quilombolas. Eles se juntam aos membros da comunidade indígena Krenak, que participam da ação inglesa desde a origem e cujas terras se estendem às margens do Rio Doce.

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