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28 de janeiro de 2026

Corpo da corretora desaparecida em GO é localizado; síndico de prédio e filho dele são presos


Por Agência Estado Publicado 28/01/2026 às 08h47
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Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Goiás prendeu na manhã desta quarta-feira, 28, Cléber Rosa de Oliveira, síndico do Condomínio Amethist Tower, em Caldas Novas (GO). O homem é suspeito pelo homicídio da corretora de imóveis Daiane Alves Souza. O filho dele também foi detido.

Daiane foi vista pela última vez indo ao subsolo do edifício em dezembro do ano passado. O corpo da mulher foi localizado também em Caldas Novas em uma zona de mata, de acordo com a polícia. Ainda não há detalhes sobre como foi encontrado.

Em janeiro deste ano, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou Oliveira pelo crime de perseguição, previsto no artigo 147-A do Código Penal.

Segundo a acusação, os episódios teriam ocorrido entre fevereiro e outubro de 2025, quando o síndico teria adotado contra Daiane condutas reiteradas que ameaçaram a “integridade física e psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção e perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade”.

Na última terça-feira, 27, a defesa de Oliveira contestou a denúncia em nota, afirmando que todas as condutas atribuídas ao síndico ocorreram no “estrito cumprimento de seus deveres legais e estatutários como síndico, com o objetivo exclusivo de manter a ordem condominial”.

De acordo com os advogados Luiz Fernando Izidoro Monteiro e Silva e Daniel Gonçalves Santos Lima eventuais conflitos com Daiane sempre foram tratados “dentro da estrita legalidade”, por meio do Poder Judiciário.

As defesas dos suspeitos ainda não se manifestaram sobre as prisões.

O que se sabe sobre o caso?

Daiane Alves Souza, de 43 anos, desapareceu no dia 17 de dezembro. Imagens de câmeras de segurança registraram a corretora descendo ao subsolo do prédio para verificar uma suposta falta de energia em seu apartamento. Desde então, ela não foi mais vista.

Ela chegou a gravar o trajeto com o celular. As imagens mostram que apenas o apartamento da corretora aparentava estar sem luz – o elevador, corredores e áreas comuns do prédio permaneciam iluminados. A situação levantou a suspeita da família de que a energia poderia ter sido desligada propositalmente.

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