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19 de março de 2026

Dengue grave: entenda sintomas de alerta e tratamento do quadro do apresentador Felipeh Campos


Por Agência Estado Publicado 19/03/2026 às 12h52
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O jornalista e apresentador Felipeh Campos usou as redes sociais nesta quarta-feira, 18, para anunciar que foi internado após apresentar um quadro severo de dengue.

“Até o momento, não há previsão de alta, e o estado de saúde segue sendo monitorado pela equipe médica responsável”, diz o comunicado postado no Instagram.

De acordo com Giovanna Marssola, infectologista do Hospital Samaritano Higienópolis, a dengue grave acontece quando o organismo reage de forma mais intensa à infecção. “Isso pode causar vazamento de líquido dos vasos sanguíneos (levando à queda da pressão), sangramentos e comprometimento de órgãos (como fígado, por exemplo)”, explica.

Em quadros considerados “comuns”, as pessoas podem sentir febre alta, dor de cabeça, dor no corpo e mal-estar. Em situações mais graves, também aparecem dor atrás dos olhos, manchas na pele, dor abdominal forte, vômitos intensos, sangramentos e pressão baixa, e muitas vezes o quadro piora justamente quando a febre melhora.

“Na suspeita de dengue, o paciente deve procurar o hospital para realização de exames e orientação adequada”, enfatiza a infectologista.

A dengue grave também é conhecida popularmente como dengue hemorrágica. O termo, no entanto, foi abandonado em 2009 porque leva a uma falsa compreensão de que a gravidade da doença está associada apenas aos sangramentos – eles são um dos vários sinais de risco.

Grupos de risco

Giovanna lembra que alguns grupos estão mais vulneráveis à doença. São eles: idosos, bebês e crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

“Nessas pessoas, a dengue pode evoluir mais rapidamente, então o acompanhamento deve ser diferenciado. Porém a dengue pode ser uma doença traiçoeira mesmo em indivíduos saudáveis. Por isso é preciso ficar atento aos sinais de alarme”, ressalta a infectologista.

Sobre o tratamento, Giovanna destaca que não existe um fármaco específico para o combate ao vírus. Assim, a abordagem se baseia em medidas de suporte, ou seja, cuidar do corpo enquanto ele combate a infecção.

“Hidratação é o principal: muita água, soro, líquidos em geral. Além disso, é importante fazer repouso e controlar a febre com medicações seguras (nem todos os antitérmicos podem ser usados em casos de dengue pois podem aumentar o risco de sangramento)”, detalha.

“O que salva vidas na dengue é reconhecer cedo os sinais de alerta e manter boa hidratação”, finaliza.

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