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02 de abril de 2026

Gabbardo: Toda hora temos novas variantes, isso não significa uma 3ª onda


Por Agência Estado Publicado 26/05/2021 às 18h11 Atualizado 25/02/2023 às 06h00
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O coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19, João Gabbardo, descartou que a terceira onda da pandemia esteja diretamente relacionada à chegada no Brasil da variante identificada pela primeira vez na Índia. Gabbardo disse que o Estado se prepara para caso haja um comportamento mais agressivo da nova cepa e que Secretaria da Saúde trabalha com o aumento da disponibilidade de leitos.

Nesta semana, o Maranhão informou que foi entubado o paciente identificado como portador da nova cepa após piora do quadro de saúde. Especialistas temem que a mutação do vírus que causou o colapso do sistema de saúde indiano tenha uma taxa de contágio maior.

“Quando as pessoas perguntam se nós estamos prevendo uma terceira onda: não. Não existe nenhuma correlação entre o aparecimento de uma variante e uma terceira onda. Essa variante pode não ter capacidade de maior transmissibilidade e maior letalidade. Isso tem de ser analisado e estudado. Nós temos a possibilidade de ter uma nova variante. Toda hora nós temos uma novas variantes. Isso não significa uma terceira onda”, afirmou o coordenador.

A análise de Gabbardo ocorreu durante coletiva ao lado do governador João Doria (PSDB) e outros membros do governo paulista na tarde desta quarta-feira, 26. O coordenador pontuou que há mobilização para que três mil leitos, antes utilizados para pacientes com covid-19 e hoje em outras especialidades, sejam remanejados caso seja necessário.

Gabbardo reiterou também que, independente da variante ou do vírus original, as pessoas devem manter a prudência e as medidas sanitárias, como o respeito ao distanciamento físico, uso de máscaras e evasão a aglomerações. O coordenador do Centro de Contigência chamou atenção à necessidade de avançar na vacinação para redução dos indicadores epidemiológicos.

“Ainda estamos enfrentando patamar elevado dos indicadores. Não seria conveniente, neste momento, essa flexibilização, conforme estava previsto para 1º de junho. Há elevação pequena no número de internações, casos, uma estabilidade em patamares elevados e o risco da variante indiana. Tudo isso faz que essa medida de segurança seja a mais adequada para adiar em mais duas semanas a ampliação da reabertura”, justificou após Doria anunciar a manutenção das restrições atuais.

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