Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

02 de abril de 2026

Heranças maléficas da pandemia


Por Gilson Aguiar Publicado 04/05/2021 às 12h03 Atualizado 01/02/2023 às 14h53
Ouvir: 00:00
Pixabay

O mundo pós pandemia não será mais o mesmo. Isto é uma verdade. Muitas mudanças já aconteceram em nosso cotidiano e nem sequer percebemos. Já, este período de pandemia, faz com que as mudanças ocorram mais rápido. Mas, como falamos, não será para todos. 

Veremos o mundo mais pela internet, sem dúvida. Não por acaso, as empresas aumentaram em 74% o uso do home-office nas atividades profissionais. Também, segundo dados da Exame Academy, cresceu em mais de 770% as ações das empresas que trabalham com o desenvolvimento e transmissão de vídeos na bolsa de tecnologia de Nova York, a Nasdaq. Destaque para o Zoom, neste quesito. 

Descobrimos que os problemas planetários importam. Não há como ficarmos isolados em nossas questões locais. Elas também têm seu peso, mas não explicam a totalidade do que somos sozinha. O mundo descobriu o mundo de forma trágica. Mesmo que uma grande parte da população não tenha a possibilidade de mobilidade por interesse, os de baixa renda que migram são por necessidade, a integração planetária é uma realidade. 

Algumas questões antes consideradas de interesse puramente de ONGs na defesa de causas humanitárias ou ecológicas passam a ser um problema de todos nós. Teremos que resolver questões que dizem respeito a todos sob a pena de não existir futuro para ninguém. 

As mudanças não serão iguais para todos. A miséria se intensificou e a faixa de pobreza aumentou. A distribuição de renda diminuiu e o fosso entre os mais ricos e os mais pobres também cresceu. O caminho em busca de uma justiça social é mais longo agora. Será que a mesma tecnologia que encurta caminho para inúmeras coisas vai também encurtar para a desigualdade econômica?

Por enquanto, nada dá sinal de que a tecnologia fará efeito positivo para a população de baixa renda. Ao contrário, o distanciamento é maior. A ausência de conhecimento e uso de instrumentos tecnológicos vai marginalizar uma população que se encontrará condenada a baixa ou nenhuma produtividade. 

Por isso, vale novamente a afirmação e a pergunta: O mundo mudou. Mas para quem? E de que forma? 

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação
Gilson Aguiar

Formado em História e mestre em História e Sociedade, Gilson Aguiar é âncora e comentarista da CBN Maringá.

Geral

Médico é preso no RS suspeito de abusar sexualmente de 28 pacientes


Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica…


Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica…

Geral

Portugal aprova nova lei que restringe acesso à cidadania; entenda o que muda para brasileiros


A Assembleia da República, o parlamento de Portugal, aprovou nesta quarta-feira, 1º, a nova lei de Nacionalidade do país europeu,…


A Assembleia da República, o parlamento de Portugal, aprovou nesta quarta-feira, 1º, a nova lei de Nacionalidade do país europeu,…

Geral

Nasa faz lançamento do foguete Artemis II na primeira viagem à Lua em 53 anos


A missão Artemis II teve início. A missão da Nasa é a primeira viagem à Lua em 53 anos. O…


A missão Artemis II teve início. A missão da Nasa é a primeira viagem à Lua em 53 anos. O…