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01 de abril de 2026

Hospitais privados de SP têm alta de 20% nas internações por covid


Por Agência Estado Publicado 21/06/2021 às 18h35 Atualizado 02/02/2023 às 07h30
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Levantamento realizado pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) indicou aumento de 20% nas internações para leitos clínicos para covid-19 nas últimas duas semanas. Segundo pesquisa realizada em 18 de junho, oito em cada dez hospitais apontaram ocupação superior a 80%. Já nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), houve queda de 6% nos internados.

Para Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, o aumento das internações clínicas pode indicar que os casos estejam chegando aos hospitais com menor gravidade. “Mas esse recuo de 6% nas internações em UTI não alivia a pressão sobre o sistema de saúde. Continuamos no limite”, afirmou o presidente.

A pesquisa realizada em 101 hospitais privados do Estado de São Paulo, que somam 4.089 leitos de UTI para covid e 9.593 leitos clínicos para a doença, mostrou ainda uma diminuição na faixa etária dos pacientes internados nos últimos 18 dias. Mais da metade, ou seja, 57% deles, tem entre 40 e 50 anos. Além disso, 32,29% dos pacientes têm entre 40 e 49 anos e apenas 19,77%, 60 anos ou mais.

Segundo o presidente do SindHosp, a redução pode ser associada à imunização contra covid. “A diminuição da faixa etária dos infectados decorre do processo de vacinação, que privilegiou os idosos, provando que as vacinas funcionam e são importantes ferramentas no combate à pandemia”, disse.

Sobre a duração do estoque de medicamentos utilizados nos procedimentos de intubação, 47% dos hospitais privados disseram ter capacidade para até um mês. Para 30% deles, o estoque de oxigênio possibilita a assistência, em média, entre 10 e 15 dias.

Já o custo do ‘kit intubação’ continua em alta. De acordo com o levantamento, 65% dos hospitais detectaram aumento de preços dos medicamentos para essa finalidade, sendo que 79% afirmaram que esse reajuste foi superior a 100%.

Cirurgias eletivas

Na opinião de Balestrin, outro grave problema indicado pela pesquisa se refere ao cancelamento de cirurgias eletivas. “51% dos hospitais informaram cancelamento de cirurgias, sendo que destes, 66% contabilizam o cancelamento de até 50% das cirurgias. A consequência será o agravamento e/ou cronificação de doenças nos próximos meses”, avaliou.

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