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01 de abril de 2026

Marina: Se não reparar PL do licenciamento no Congresso, trabalharemos mecanismos no Executivo


Por Agência Estado Publicado 22/05/2025 às 18h53
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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, voltou a criticar o Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental uma Aula Magistral na PUC-Rio, nesta quinta-feira, 22, alertando que a aprovação no Senado do texto considerado um retrocesso “quebrou a coluna vertebral da proteção ambiental do País” construída desde 1981.

Perguntada se pediria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para vetar o PL, se aprovado pelo Congresso, Marina disse que como defensora da democracia, defende o diálogo, e que a votação ainda não terminou.

“Se não conseguirmos fazer a reparação (no Congresso) obviamente aquilo que não é condizente com a proteção do meio ambiente vai ser trabalhado dentro do governo para que a gente possa reparar dentro de acordo com mecanismos que o executivo dispõe”, disse após o evento, ressaltando que o pedido de urgência para a votação do texto preocupa.

Com o tema “Democracia participativa e biodiversidade”, a aula na PUC-Rio foi uma comemoração ao Dia da Biodiversidade, saudado pela ministra, que mais cedo havia declarado estar de luto após a aprovação da véspera. “Pela lei aprovada ontem estou de luto, mas pelo que encontro aqui agora estou de luta”, afirmou.

A aula da ministra faz parte do Congresso das Universidades Ibero-americanas, preparatório para COP30, que celebra os 10 anos da Laudato Si'”, encíclica do papa Francisco, que trata do cuidado com o meio ambiente e com as pessoas.

“Propusemos um balanço ético global e estamos dialogando com o Vaticano, antes com o Papa Francisco, agora com o Papa Leão XIV, para que a gente possa fazer balanço ético liderado por ele, e ele vai precisar do suporte da ciência, porque temos que chegar na COP30 e dizer que é a COP da instalação”, informou a ministra, referindo-se à necessidade de se implantar decisões de fato para minimizar o aquecimento global.

Marina afirmou ainda, que o mundo está vivendo o que ela classificou de “síndrome do espectador climático”, com pouca ação por não ficar claro de quem é a responsabilidade. Mas disse que é possível identificar os responsáveis. “Quem quer explorar combustíveis fósseis até a última gota”, criticou.

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