Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

02 de fevereiro de 2026

MP denuncia por intolerância religiosa influenciadora que associou tragédia no RS a ‘macumba’


Por Agência Estado Publicado 19/05/2024 às 12h01
Ouvir: 00:00
1000040436
Foto: Reprodução.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou uma mulher de 43 anos, moradora de Governador Valadares, por prática e incitação de intolerância religiosa. Nas redes sociais, ela associou a tragédia climática no Rio Grande do Sul ao culto de religiões de matriz africana.

A nota do MP não identifica a influenciadora, no entanto, as postagens dela viralizaram nas redes sociais. No Instagram, Michele Dias Abreu se descreve como cristã, mãe, esposa e empreendedora. Fontes confirmaram o nome ao Estadão.

O perfil com mais de 30 mil seguidores está “fechado”. Isso significa que a influenciadora decidiu que apenas pessoas que a seguem podem ver suas publicações.

Como o perfil está fechado, a reportagem tentou buscar alguma outra forma de contatá-la, mas não foi possível. Também não foi identificada a defesa de Michele. Mas o Estadão está aberto a um posicionamento da influenciadora.

De acordo com o MP, em 5 de maio, ela publicou um vídeo no qual diz: “eu não sei se vocês sabem, mas o estado do Rio Grande do Sul é um dos estados com maior número de terreiros de macumba. Alguns profetas já estavam anunciando sobre algo que ia acontecer no Rio Grande do Sul, devido à ira de Deus mesmo”. O vídeo chegou a três milhões de visualizações.

Na denúncia, a promotora de Justiça Ana Bárbara Canedo Oliveira afirma que, como o perfil era público e tem milhares de seguidores, além de praticar o crime, a mulher também induziu outras milhares de pessoas à discriminação, ao preconceito e à intolerância contra as religiões de matriz africana.

Como medidas cautelares, a promotora de Justiça pede que a mulher fique proibida de ausentar-se do País sem autorização judicial e de fazer novas postagens sobre religiões de matriz africana ou com conteúdos falsos relacionados à tragédia no Rio Grande do Sul.

Em caso de condenação a pena pode ser de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Correção: Incêndio atinge subsolo do prédio do ICESP, em São Paulo; pacientes são transferidos


A matéria enviada na quinta-feira, 30, continha uma informação incorreta sobre o local do incêndio. O incêndio ocorreu na área…


A matéria enviada na quinta-feira, 30, continha uma informação incorreta sobre o local do incêndio. O incêndio ocorreu na área…

Geral

Fuvest esclarece cálculo de nota da redação no vestibular da USP após questionamentos


A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), responsável pelo vestibular da Universidade de São Paulo (USP), esclareceu nesta segunda-feira, 2,…


A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), responsável pelo vestibular da Universidade de São Paulo (USP), esclareceu nesta segunda-feira, 2,…

Geral

Suspeitos de planejar ataque a bomba na Avenida Paulista são identificados pela polícia


A Polícia Civil realizou uma ação para impedir um possível ataque a bomba que estava sendo planejado para esta segunda-feira,…


A Polícia Civil realizou uma ação para impedir um possível ataque a bomba que estava sendo planejado para esta segunda-feira,…