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21 de janeiro de 2026

Nunes cita vício e distanciamento ao comentar prisão da irmã: ’15 anos que eu não converso’


Por Agência Estado Publicado 21/01/2026 às 09h34
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O prefeito Ricardo Nunes (MDB) se manifestou nesta terça-feira, 20, sobre a prisão da irmã, a advogada Janaina Reis Miron, de 49 anos, detida na semana passada após ser reconhecida pelas câmeras do programa Smart Sampa.

Janaína tinha mandados de prisão em aberto por desacato, lesão corporal e embriaguez ao volante. Ela estava foragida e, por esse motivo, foi reconhecida pelo do programa de segurança da capital, uma das principais bandeiras da gestão Nunes.

Durante agenda na manhã desta terça, o prefeito afirmou que possui uma relação distante com a irmã e reforçou a alegação da defesa de Janaína de que ela possui algum tipo de dependência, química ou alcoólica.

“Eu não conversei com ela. Tem mais de 15 anos que eu não converso. Nossa família tentou de tudo para poder sair do vício. Infelizmente, a gente não conseguiu”, disse Nunes, em entrevista coletiva.

Ele não especificou o tipo de vício, mas afirmou que a situação da irmã o fez lembrar das cenas de uso de drogas na Cracolândia. “Infelizmente, é uma realidade de muitas famílias, de muitas pessoas”, disse.

“Ela (irmã) tem três filhos, perdeu a guarda dos filhos, dois filhos moram com o ex-marido, um filho com a minha mãe, que cria”, acrescentou o prefeito. “Tentamos de tudo e não deu certo. Ela optou por ir para um outro caminho”.

Para Nunes, a prisão de Janaína é uma prova que o Smart Sampa não faz diferenciação sobre os capturados. “A lei é para todos. Não é porque é conhecido, que é parente, vai ter um tratamento diferenciado. A lei é para todo mundo”.

Janaina foi presa por volta das 15h22 da última quinta-feira, 15, na Avenida Clara Mantelli, no bairro Socorro, zona sul da capital. Ela ficou detida no DP de Santo Amaro, também na zona sul, mas foi solta após passar por audiência de custódia no dia seguinte.

A Justiça de São Paulo determinou que a advogada cumpra medidas restritivas, como sair para o trabalho a partir das 6h e retornar para sua residência até às 22h; não se ausentar por mais de 10 dias do município onde reside sem autorização judicial; não mudar de residência sem informar a Justiça; entre outras.

Quem é Janaina Miron

Irmã de Ricardo Nunes, Janaína também é filha de Maria Do Céu Reis De Gouveia, que foi vereadora e presidente da câmara municipal de Embu Guaçu, também pelo MDB.

Nas redes sociais, ela costuma se manifestar politicamente à direita, em favor das candidaturas da mãe e, principalmente, do irmão. Ela chegou, inclusive, a publicar uma foto ao lado dele na época do seu casamento.

Durante a pandemia, fez postagens defendendo o uso de vacinas e criticando a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje preso em Brasília. Porém, é mais enfática nos protestos contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e o presidente Lula.

Em outubro de 2022, Janaina foi presa por dirigir embriagada na Rodovia João Hipólito Martins, em Botucatu, fazendo ziguezague na pista e quase colidindo contra outros veículos.

Na abordagem, segundo os policiais, ela não portava documentos, apresentava sinais de embriaguez, recusou o teste do bafômetro, resistiu à prisão e desacatou os agentes, que precisaram fazer uso de algemas.

Na época, os policiais identificaram que Janaina tinha antecedentes criminais por furto, maus tratos, lesão corporal dolosa e embriaguez ao volante, e transportava dois cães da raça pitbull no veículo.

Janaina teria dito que não estava embriagada, mas que estava sob efeito de medicação e que era perigoso se aproximar do veículo por conta dos animais. Segundo os agentes, durante a abordagem, ela teria dito que os policiais eram um “bando de vagabundos, inferiores ao meu marido que é capitão da PM” e que estariam levando ela para a delegacia pois queriam dinheiro.

Inicialmente, Janaina foi condenada a prestação de serviços à comunidade, pagamento de prestação pecuniária e suspensão do direito de dirigir, mas oficiais de Justiça fizeram diversas tentativas frustradas de intimação.

Diante do descumprimento, o Ministério Público pediu a conversão da pena, o que foi acolhido pela Vara Criminal de Botucatu, com expedição de mandado de prisão definitivo, já comunicado aos órgãos de segurança. A Justiça de São Paulo converteu em pena de prisão em regime aberto a condenação. (Colaboraram Adriana Victorino e Lívia Machado)

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