
A chegada da menopausa traz transformações que vão muito além das ondas de calor e alterações de humor. Uma das facetas menos discutidas, mas igualmente impactantes dessa fase, é a saúde ocular. A drástica redução nos níveis de estrogênio interfere diretamente na produção lacrimal, desencadeando desconfortos que, se negligenciados, podem prejudicar a rotina e a qualidade de vida das mulheres.
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Entenda
- Déficit de lubrificação: a queda do estrogênio reduz a umidade natural, provocando a síndrome do olho seco.
- Sintomas comuns: ardor, vermelhidão, sensibilidade à luz e visão embaçada são sinais de alerta frequentes.
- Agravamento de quadros: doenças oculares pré-existentes podem se intensificar devido à instabilidade hormonal.
- Prevenção é chave: o uso de colírios específicos e pausas no uso de telas ajudam a mitigar os danos severos.
De acordo com o oftalmologista Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), a queixa de secura ocular é uma das mais recorrentes em seu consultório quando se trata do público feminino nesta faixa etária.
“Com a redução hormonal, há uma diminuição na lubrificação natural dos olhos, o que pode causar sensação de ardência e até visão embaçada em alguns momentos”, explica o especialista.
O problema é que muitos desses sintomas acabam camuflados pela rotina exaustiva. Segundo o médico, é comum que as pacientes associem o desconforto apenas ao cansaço ou ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos, quando, na verdade, a causa é fisiológica.
“Condições como a síndrome do olho seco tendem a se tornar mais evidentes, e a paciente pode passar a perceber maior sensibilidade à luz e desconforto ao usar telas por longos períodos”, destaca Sardinha.
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