Por que tomar a vacina contra a gripe?
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) ampliou a vacinação contra gripe para todas as pessoas com mais de seis meses de idade. A medida, válida para todo o Estado, ocorre em um momento de aumento na circulação dos vírus respiratórios.
O mais recente boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) seguem em alta no País, associados principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao influenza A – um dos quatro tipos do vírus da gripe.
Segundo a Fiocruz, as hospitalizações por influenza A continuam em alta em toda a região Sul e em São Paulo, Espírito Santo, Roraima e Tocantins.
Médica infectologista e integrante do Comitê de Imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Rosana Richtmann explica que a vacinação é especialmente importante no outono e no inverno, períodos em que o vírus circula com mais intensidade e sobrevive por mais tempo em temperaturas mais baixas, favorecendo a transmissão.
“Essa vacina é aplicada em dose única anual e deve ser tomada todos os anos porque o vírus da influenza sofre mutações frequentes. Por isso, é necessário atualizar a vacina de acordo com as cepas que estão circulando”, afirma.
O imunizante oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS) é atualizado anualmente para proteger contra os três subtipos do vírus influenza com maior circulação recente no Hemisfério Sul. A vacina deste ano protege contra duas cepas do vírus influenza A e uma do vírus influenza B.
Além das frequentes mutações do vírus, a proteção conferida pelo imunizante tende a diminuir ao longo do tempo. “A vacina contra a gripe tem uma duração de imunidade mais curta, o que reforça a necessidade da vacinação anual”, diz André Bon, infectologista do Hospital Brasília e líder de infectologia da Rede Américas,
Bon destaca ainda que a ampliação da vacinação visa reduzir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. Segundo o Ministério da Saúde, a imunização é a forma mais eficaz de prevenir a gripe e suas complicações.
Quem pode tomar a vacina em SP?
Pessoas a partir de seis meses de idade podem receber a vacina contra a gripe nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) das 645 cidades do Estado de São Paulo.
No início, a campanha foi focada em públicos prioritários, mais suscetíveis a desenvolver formas graves da doença, mas agora foi ampliada para todos os grupos.
Embora a vacinação seja recomendada para todos, os especialistas ressaltam que ela é especialmente importante para crianças pequenas, idosos, gestantes, pessoas imunossuprimidas e pacientes com doenças pulmonares crônicas.
“Esses grupos têm indicação prioritária devido ao maior risco de complicações”, explica Bon.
Quais são os efeitos colaterais?
Os efeitos colaterais mais comuns são dor, vermelhidão ou sensibilidade no local da aplicação. Em alguns casos, também podem ocorrer febre baixa e mal-estar por um ou dois dias.
“É importante ressaltar que a vacina contra a gripe não contém vírus vivo. Trata-se de uma vacina inativada e, portanto, não causa gripe”, afirma Bon.
A vacina tem poucas contraindicações. Em geral, ela não é recomendada apenas para pessoas que apresentaram reação alérgica grave ou choque anafilático após uma dose anterior.
“São eventos raros e, de modo geral, os efeitos colaterais costumam ser leves e bem tolerados”, acrescenta Rosana.
Além da vacinação
Além da imunização, outras medidas ajudam a reduzir a transmissão do influenza e de outros vírus respiratórios, como:
Além da imunização, outras medidas ajudam a reduzir a transmissão do influenza e de outros vírus respiratórios, como:
– Manter os ambientes ventilados;
– Evitar aglomeração;
– Higienizar as mãos com frequência;
– Cobrir a boca e o nariz com o antebraço ao tossir ou espirrar;
– Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
– Evitar contato próximo com outras pessoas quando estiver com sintomas respiratórios.
