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29 de abril de 2026

Preso há 30 anos, Marcinho VP é alvo de operação contra braço financeiro do CV


Por Agência Estado Publicado 29/04/2026 às 11h23
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O traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, líder do Comando Vermelho (CV) e pai do rapper Oruam, é alvo de uma operação deflagrada nesta quarta-feira, 29, pela Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o braço financeiro da facção.

Ele é alvo de um mandado de prisão preventiva por seguir gerenciado a facção de dentro do presídio. O traficante tem 54 anos e está preso desde os 26.

Segundo a polícia, os investigadores tiveram acessos a diálogos entre Carlos Costa Neves, conhecido como Gardenal, apontado como uma das principais lideranças do CV, e um miliciano. As conversas indicam que Marcinho VP segue na liderança central da facção, mesmo após três décadas de prisão.

Nascido na favela de Vigário Geral, zona norte do Rio, se mudou para São João de Meriti, na Baixada Fluminense, quando era bebê. Logo em seguida seu pai foi assassinado. A mãe de Marcinho foi presa quatro vezes, e ele e os três irmãos foram criados por uma tia.

Em sua biografia, ele conta que começou a praticar assaltos aos 13 anos para conseguir dinheiro para comprar roupas de marca. Dos roubos, passou para o comércio de drogas, ascendeu na hierarquia e logo se tornou o líder do tráfico no complexo do Alemão, conjunto de favelas da zona norte do Rio e um dos principais redutos do CV.

Processado e condenado por tráfico de drogas e homicídios, Marcinho foi preso no fim de agosto de 1996 em Porto Alegre, em uma ação comandada pelo detetive José Carlos Guimarães, então integrante da Divisão Regional Metropolitana 5 (Metropol 5) da Polícia Civil do Rio.

Segundo a imprensa registrou à época, a prisão gerou um pedido de desculpas do então governador do Rio, Marcello Alencar, ao então governador do Rio Grande do Sul, Antônio Britto, porque os policiais fluminenses não avisaram a polícia gaúcha sobre a operação.

Desde então o pai de Oruam nunca saiu da prisão, mas, segundo a polícia e a Justiça, de dentro da cela seguiu liderando o CV e ordenando homicídios e outros crimes. Uma das mortes teria sido a de um xará – Márcio Amaro de Oliveira, também conhecido como Marcinho VP e líder do CV na favela Dona Marta, em Botafogo (zona sul).

Ele estava preso na penitenciária Doutor Serrano Neves (Bangu 3), na zona oeste do Rio, em 2003, quando contou detalhes do esquema do tráfico para o jornalista Caco Barcellos, que os registrou no livro Abusado. As declarações teriam irritado o Marcinho VP do Complexo do Alemão, que estava preso em Bangu 1 e teria feito ameaças para que o outro se calasse.

Agentes carcerários chegaram a interceptar um telegrama, supostamente enviado por Marcinho do Alemão ao outro, com o recado: “cala a boca se não você vai para a vala”. Dias depois, o Marcinho do Dona Marta foi morto por esganadura e abandonado numa lixeira da galeria A3.

Marcinho VP está no sistema carcerário federal. A polícia afirma que ele segue dando ordens para os integrantes do CV que estão nas ruas. Em outubro de 2023, quando ainda estava no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, ele teria dado ordens para a troca de comando da facção no Rio, segundo apuração policial. A defesa de Marcinho nega.

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