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02 de abril de 2026

Preso na Farra do INSS mandou R$ 300 mil a investigada na CPI da Covid


Por Metrópoles, parceiro do GMC Online Publicado 04/01/2026 às 10h03
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Uma empresa em nome de Samuel Chrisostomo, contador da Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares (Conafer) – uma das instituições envolvidas no caso que ficou conhecido como a Farra do INSS, transferiu R$ 300 mil, via Pix, à BSF Gestão de Saúde – companhia que foi investigada na CPMI da Covid-19, em 2021, por suspeitas de irregularidades em contratos com o Ministério da Saúde.

A empresa em questão é a Cifrão Tecnologia, um dos vários CNPJs criados por Samuel – preso por envolvimento nos descontos indevidos, e que opera em um sobrado localizado no Distrito Federal (foto em destaque). A reportagem apurou que no mesmo endereço também estão localizadas companhias da sócia de outra ONG investigada na fraude do INSS: a Associação de Aposentados do Brasil (AAB).

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Foto: Jéssica Ribeiro/ Metrópoles

Segundo um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à CPMI do INSS e obtido pela reportagem, a Cifrão Tecnologia transferiu o montante à BSF logo após receber R$ 1,6 milhão da Conafer, em outubro de 2023.

Na mesma data, 60 outras transferências imediatas saíram das contas da empresa. Entre elas está um Pix de R$ 150 mil para a JSM Serviços, R$ 100 mil para N & C Distribuidora de Agropecuários e R$ 22 mil à Lucineide dos Santos Oliveira, a sócia da AAB.

No mesmo período Samuel também transferiu R$ 525 mil para a Solution BRB Nova, uma segunda empresa pertencente a ele.

A Cifrão, de acordo com o Coaf, trata-se de uma microempresa que exerce atividade de desenvolvimento de programas de computador, com faturamento de R$ 11.240,86. “No mês em análise, mesmo com nova atualização cadastral, movimentou aproximadamente R$ 1.625.759,14 a mais do que a capacidade declarada”, diz o documento.

A BSF Gestão de Saúde, por sua vez, é uma empresa focada em consultoria e gestão de benefícios em saúde, especialmente planos de medicamentos e assistência farmacêutica.

Os repasses à vista, imediatos, além da movimentação exorbitante da Cifrão alertou órgãos de fiscalização que não conseguiram identificar explicação para as transferências, levantando suspeita de ser uma empresa laranja.

Clique aqui e leia a reportagem completa no Metrópoles, parceiro do GMC Online.

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