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18 de maio de 2026

Receita interdita dois shoppings no centro de SP; Alobrás diz que locais não são associados


Por Agência Estado Publicado 18/05/2026 às 19h27
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A Receita Federal interditou temporariamente dois shoppings no Brás, região central de São Paulo, em uma operação que começou nesta segunda-feira, 18, contra a comercialização de produtos falsificados. Os nomes dos shoppings não foram divulgados. A região é conhecida pelas galerias e shoppings populares, com milhares de lojistas.

Segundo a Receita, a ação deve durar “várias semanas” e apreender “toneladas de mercadorias irregulares”. A expectativa do órgão é que o valor dos itens apreendidos cheguem a R$ 300 milhões.

“O foco são mercadorias estrangeiras que foram introduzidas em território nacional sem o devido controle aduaneiro, o que configura crime de contrabando ou descaminho”, informou. A operação, que conta com 95 servidores, foi batizada de “Desvio de Rota”.

Procurada pelo Estadão, a Associação de Lojistas do Brás (Alobrás) afirmou, por meio de nota, “que acompanha desde as primeiras horas desta segunda-feira a operação realizada pela Receita Federal” e que os shoppings interditados não são associados à entidade.

“Reafirmamos ainda que a associação não corrobora com práticas de pirataria ou comercialização irregular de produtos”, diz o comunicado assinado pelo vice-presidente, Lauro Pimenta. “A Alobrás espera que a ação obtenha êxito no combate às irregularidades, contribuindo para a valorização da concorrência justa, da legalidade e do fortalecimento da moda nacional”, afirma.

Um vídeo divulgado pela Receita Federal mostra agentes encontrando mercadorias escondidas em um forro e em outros pontos de uma loja.

De acordo com a Receita, a região do Brás é atualmente um dos principais polos de comércio de mercadorias irregulares, “fruto de contrabando, descaminho e falsificação”. O órgão afirmou que as mercadorias vendidas no local abastecem todo o Brasil.

“Além do aspecto fiscal, há também reflexos em outros crimes, como lavagem de dinheiro, corrupção, trabalho escravo e danos à saúde pública”, informou.

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