Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

24 de março de 2026

Tarcísio fala pela primeira vez sobre caso de PM morta e defende prisão do tenente-coronel


Por Agência Estado Publicado 24/03/2026 às 17h24
Ouvir: 00:00

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), falou pela primeira vez nesta terça-feira, 24, sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana, assassinada em fevereiro pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto.

Questionado sobre por que não havia se posicionado sobre o assunto mesmo após um mês do caso, o governador paulista afirmou, em conversa com jornalistas, que “o posicionamento público é prender o criminoso e apresentá-lo à Justiça”. “Esse é o posicionamento público. É não deixar um crime desse em vão e impune. E a gente não vai deixar.”

Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava, no Brás, na região central de São Paulo. O caso foi inicialmente registrado como suicídio, com base na versão apresentada por Geraldo Neto no boletim de ocorrência.

Cerca de um mês depois da morte, o tenente-coronel tornou-se réu por feminicídio e fraude processual. Ele foi preso na última quarta-feira, 18, em São José dos Campos. A defesa de Geraldo Neto nega que ele tenha matado a mulher.

Segundo um relatório da Polícia Civil, ao qual o Estadão teve acesso, Geraldo Neto teria imobilizado Gisele por trás com a mão esquerda, segurado a mandíbula dela e, com a mão direita, efetuado um disparo contra a têmpora da vítima.

“A melhor resposta que podemos dar sobre o caso da PM, que a gente lamenta muito, como lamentamos cada feminicídio, é a punição dura do responsável. O policial que cometeu o feminicídio está preso, vai ser apresentado à Justiça, vai ser julgado e a gente espera que ele seja condenado com todo o rigor da lei”, afirmou o governador.

O Estado de São Paulo registrou um recorde de feminicídios em janeiro de 2026. Conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), foram 27 casos no mês, cerca de um por dia ou um a cada 27,5 horas.

Na comparação com o mesmo período nos anos anteriores, os dados deste ano ultrapassam janeiro de 2024, quando o território paulista somou 25 feminicídios ao todo.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Senado aprova PL que classifica misoginia como crime de preconceito previsto na Lei do Racismo


O Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 24, o Projeto de Lei nº 896/2023, que inclui a misoginia como um dos…


O Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 24, o Projeto de Lei nº 896/2023, que inclui a misoginia como um dos…

Geral

Professora da Unicamp é presa em flagrante sob suspeita de furtar material biológico


Uma professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi presa em flagrante pela Polícia Federal na segunda-feira, 23, sob suspeita…


Uma professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi presa em flagrante pela Polícia Federal na segunda-feira, 23, sob suspeita…

Geral

Enamed: Justiça dá nova decisão sobre avaliação de cursos de Medicina


A Justiça Federal do Distrito Federal determinou que representantes do Ministério da Educação (MEC) e das universidades privadas se sentem…


A Justiça Federal do Distrito Federal determinou que representantes do Ministério da Educação (MEC) e das universidades privadas se sentem…