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01 de abril de 2026

Temor fiscal joga Ibovespa aos 104 mil pontos, com recuo forte de bancos


Por Agência Estado Publicado 04/11/2021 às 14h18 Atualizado 20/10/2022 às 21h49
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O Ibovespa destoa da alta das bolsas internacionais, com investidores colocando na ponta do lápis os possíveis efeitos da aprovação da PEC dos Precatórios em primeiro turno, na madrugada de hoje, na Câmara, e avaliando os resultados corporativos. Ainda envolto por enormes incertezas fiscais, o dólar se aprecia ante o real, seguindo ainda a tendência global, enquanto os juros futuros sobem. Sem perspectivas de alívio fiscal no radar, o Ibovespa aprofundou a queda há instantes, abandonando o nível dos 105 mil pontos da abertura.

“Aqui, os problemas políticos e fiscais continuam”, afirma Fabrício Gonçalvez, CEO e fundador da BOX Asset Management. Em sua visão, apesar de ter sido aprovada em primeiro turno na Câmara, a PEC dos Precatórios ainda terá uma segunda instância e ainda terá de passar pelo Senado.

Neste ambiente, observa Gonçalvez, chama a atenção a queda dos bancos, apesar do resultado dentro do esperado do Itaú. “O Investidor gosta de previsibilidade”, afirma, acrescentando que o balanço do banco não tem um bom retrato, com o índice de inadimplente podendo comprometer os próximos exercícios. Às 10h51, o Ibovespa cedia 0,72%, aos 104.856,64 pontos, ante mínima diária aos 104.645,18 pontos e máxima aos 105.626,72 pontos.

Diante do quadro desafiador imposto em meio aos crescentes riscos domésticos, o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, afirmou que, ao olhar para 2022, estima-se piora da inadimplência no País. Alertou que os “sinais para 2022 não são muito encorajadores”. Às 11h01, os papéis do banco cediam 3,03%, puxando também para baixo as demais ações do setor, inclusive do Bradesco (na faixa de -2%), que divulga balanço após o fechamento do mercado.

Ontem após o fechamento do pregão, o Itaú informou aumento de 34,8% em seu lucro líquido gerencial ante julho a setembro de 2020 e subiu 3,6% no confronto com o segundo trimestre. Os dados vieram dentro do esperado pelo mercado, enquanto os da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) ficaram aquém do estimado por analistas. O lucro líquido CSN cresceu 5% no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2020.

Apesar de ter informado balanço dentro do esperado, Maluhy Filho, alertou que os “sinais para 2022 não são muito encorajadores”. Ao falar da carteira de crédito geral, destacou que o banco está conseguindo operar com índices de atrasos “muito saudáveis” e que a de grandes empresas foi a única a ter alta.

Os papéis da CSN caíam 3,80%. Também ao comentar o balanço do terceiro trimestre, o diretor financeiro da CSN Mineração, Pedro Oliva, disse que o Ebitda sofreu impacto negativo do menor volume de vendas e pelo frete, enquanto o fluxo de capital foi impactado pela redução do capital de giro.

Apesar da aprovação em primeiro turno da PEC dos Precatórios na Câmara, na madrugada de hoje, os desafios e as dúvidas são grandes, o que não enseja otimismo. Além do mais, o governo conseguiu aprovar o texto por uma margem de apenas quatro votos. “O que não estava era que fosse uma votação apertada 312 votos a 144. Passou raspando. Vamos ver como serão as próximas votações”, diz, o economista-chefe do ModalMais, Álvaro Bandeira.

O conteúdo da PEC abre espaço de R$ 91,6 bilhões no Orçamento de 2022 para o pagamento do Auxílio Brasil e outros gastos durante o ano eleitoral. Segundo Vitor Miziara, da Criteria, apesar de ser aprovada, ainda ficam dúvidas a respeito dos gastos, como por exemplo, o total de famílias que serão beneficiadas com a extensão do auxílio. Por ora, fala-se num montante de 17 milhões, mas há relatos de que esse número fique maior. “Isso me preocupa”, diz em nota.

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) disse ao Broadcast que a votação dos destaques da dos Precatórios será feita na próxima terça-feira, 9.

Além de temores ficais, a produção da indústria pode gerar cautela, após mostrar queda em setembro.

Em tempo: o mercado fica de olho no leilão do 5G, que deve movimentar quase R$ 50 bilhões.

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