Operação de combate à pornografia infantil na internet cumpre mandado em empresa de Maringá

A Polícia Civil do Paraná saiu às ruas nesta quarta-feira, 9, para cumprir mandados de uma nova fase da Operação Luz na Infância, que combate a pornografia infantil na internet. Um dos mandados, de busca e apreensão, foi cumprido em uma empresa de Maringá.
A ação combate o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. No total, são 176 mandados de busca e apreensão sendo cumpridos no Brasil e em mais cinco países: Argentina, Estados Unidos, Paraguai, Panamá e Equador. Apenas no Paraná, a ação percorre outros seis municípios além de Maringá: Curitiba, Londrina, Apucarana, Pato Branco, Andirá e Matelândia.
A Polícia Civil do Paraná prendeu três pessoas em Matelândia, Andirá e Apucarana, por abuso e exploração sexual de crianças na internet . Além disso, outras três foram indiciadas, em Curitiba, Londrina e Pato Branco.
Em Maringá, o mandado foi cumprido por equipes do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria). Com o apoio técnico de investigadores da 9ª Subdivisão Policial e da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), os policiais identificaram ações suspeitas em uma empresa da cidade.
“Há um relatório técnico individualizando conexões utilizadas para baixar arquivos com conteúdo de exploração sexual infantil. Na data de hoje, então, nos deslocamos até a empresa, onde teriam identificado o acesso a esse conteúdo pornográfico infantil. Armazenamento ou compartilhamento de conteúdo de exploração sexual”, explica a delegada do Nucria, Karen Friedrich Nascimento.
Segundo ela, os computadores da empresa foram verificados, mas nenhum material ilícito foi encontrado. “É importante destacar que essa empresa tem internet wi-fi aberta, com senha de livre acesso. Então, isso possibilitaria que outras pessoas pudessem acessar a internet e baixar ou compartilhar esses materiais de pornografia infantil”, detalha.
Conforme a delegada, as equipes não fizeram nenhum flagrante no local.
De acordo com a Polícia Civil, a operação foi articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi).
Houve também a colaboração da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, por meio da Homeland Security Investigations (HSI), que ofereceu cursos, compartilhamento de boas práticas e capacitações.
