Comida típica do Paraná é considerada uma das piores do Brasil; veja novo ranking
Uma nova lista com as 51 piores comidas do Brasil foi divulgada pelo guia Taste Atlas, dos Estados Unidos (EUA). O barreado, prato típico do Paraná, aparece no ranking- veja abaixo o ranking completo que inclui a comida típica do Paraná entre as com pior avaliação do Brasil.

O Taste Atlas é uma criação do croata Matija Babic e o objetivo é reunir máximo de informações possíveis sobre os restaurantes de cada localidade, incluindo os ingredientes para produções e a descoberta de quais se destacam em consumo.

A classificação geral de pratos típicos de todo o mundo é feita pela votação de usuários da plataforma que dão notas de 0,5 a 5. A partir disso, o site reúne a média e divulga ao público. Além do barreado, a carne de onça, outro prato típico paranaense, também aparece na lista. Veja abaixo.
Confira o ranking completo com as piores comidas do Brasil
- Pescoço — 2,6
- Cuscuz Paulista — 2,7
- Buchada de bode — 2,8
- Torta capixaba — 2,8
- Fraldão — 3,0
- Baixaria — 3,1
- Maria-mole — 3,2
- Arroz com pequi — 3,2
- Pato no tucupi — 3,2
- Ostra ao bafo — 3,2
- Caldo de piranha — 3,2
- Lagarto — 3,3
- Tareco — 3,3
- Acém — 3,3
- Peito — 3,3
- Sequilhos — 3,4
- Sagu — 3,4
- Mocotó — 3,4
- Músculo — 3,4
- Paleta — 3,4
- Caruru — 3,5
- Quibebe — 3,5
- Capa de filé — 3,5
- Sanduíche de mortadela — 3,6
- Salada de maionese — 3,6
- Coxão mole — 3,6
- Patinho — 3,6
- Virado — 3,6
- Sopa Leão Veloso — 3,6
- Salpicão de frango — 3,7
- Biscoito de polvilho — 3,7
- Canjica — 3,7
- X-Tudo — 3,7
- Cajuzinho — 3,7
- Bolo formigueiro — 3,7
- Casadinhos — 3,7
- Pamonha — 3,8
- Curau — 3,8
- Barreado — 3,8
- Baba-de-moça — 3,8
- Maniçoba — 3,8
- Abará — 3,8
- Rabanada — 3,9
- Filé de costela — 3,9
- Bolinhos de bacalhau — 3,9
- Quindim — 3,9
- Pirão — 3,9
- Galinhada — 3,9
- Bolinhos de chuva — 3,9
- Créme de papaya — 3,9
- Carne de onça — 3,9
Fonte: Taste Atlas
Conheça o barreado, prato típico do Paraná que aparece entre os mais mal avaliados do Brasil
O barreado, prato típico do litoral do Paraná, voltou ao centro das discussões gastronômicas após aparecer em rankings que listam as comidas brasileiras mais mal avaliadas. Apesar da posição controversa, a receita carrega uma forte tradição cultural e histórica, sendo um dos símbolos da culinária paranaense.
Com raízes na culinária açoriana, trazida por imigrantes portugueses, o barreado foi adaptado ao longo do tempo com ingredientes locais. Tradicionalmente preparado com carne bovina cozida por até 20 horas, o prato utiliza uma técnica única de vedação da panela com goma de mandioca, substituindo o antigo método com barro e cinzas. O resultado é uma carne extremamente macia e desfiada, geralmente servida com farinha de mandioca branca e banana.
“Este ensopado farto é feito com carne bovina (geralmente cortes de segunda qualidade de carne mais dura com muita gordura), cebola, tomate, caldo de carne, cominho, folhas de louro e bacon frito”, informa o Taste Atlas. Com o passar dos anos, as panelas de barro foram substituídas por panelas de ferro por exigência da Vigilância Sanitária, mas o longo tempo de cozimento foi preservado, garantindo o sabor característico do prato.
A goma de mandioca continua sendo um elemento essencial no preparo, ajudando a manter a tradição centenária. Segundo especialistas, essa técnica contribui para conservar o gosto original da receita, mesmo com as adaptações modernas.
Na coluna CBN Maringá Gastronomia, a chef e professora Andrea Shima destacou a relevância histórica do barreado. “É o prato típico do Carnaval aqui no Paraná e está no Brasil desde a chegada dos portugueses”. Ela reforça que o segredo da receita está no tempo de preparo. “O prato pode ficar até 20 horas cozinhando. É uma tradição manter o cozimento lento, para que a carne atinja a textura perfeita e o caldo ganhe aquele sabor irresistível.”
Apesar de simples, feito com carne de segunda, farinha, banana e temperos, o barreado é considerado uma refeição completa e bastante nutritiva. “É o tipo de refeição que sustenta de verdade.”
Com informações do Estadão.
