Jovem atingida por galho de árvore no PR apresenta sinais de formigamento nas pernas após receber tratamento com polilaminina

A jovem Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, segue internada no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, após sofrer um grave trauma raquimedular provocado pela queda de um galho de árvore na Praça Osório, no centro da capital paranaense, no último dia 13 de junho.
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Após dar entrada em estado gravíssimo, com risco iminente de morte, a paciente passou por estabilização clínica e cirurgias de suporte à vida. Em seguida, foi incluída em um protocolo de uso compassivo da polilaminina, terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros e autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dentro de programa especial de acesso expandido.
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Tratamento experimental foi aplicado dentro da “janela terapêutica”
A aplicação da substância ocorreu no dia 16, após uma força-tarefa envolvendo o Governo do Paraná para garantir a chegada do medicamento dentro da chamada janela terapêutica de até 72 horas após o trauma.
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A operação mobilizou transporte aéreo entre diferentes cidades e equipes médicas especializadas, incluindo o médico pesquisador Olavo Borges Franco, o neurocirurgião João Elias Sarraf e o coordenador do Programa de Acesso Expandido da Polilaminina, Mitter Mayer Borges.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, a prioridade inicial foi preservar a vida da paciente antes de avançar para a inclusão no protocolo experimental.
O que é a polilaminina
A polilaminina é uma terapia ainda em fase experimental, desenvolvida a partir da laminina — proteína presente naturalmente no organismo humano e encontrada em grande quantidade na placenta. A substância vem sendo estudada por seu potencial de estimular a regeneração de tecidos e nervos em lesões medulares agudas.
Apesar dos resultados iniciais acompanhados em estudos, a eficácia e a segurança do tratamento ainda estão sob investigação científica.
Atualização do quadro: sinais neurológicos são registrados
Na atualização mais recente, divulgada neste sábado, 20, a paciente apresentou sinais considerados encorajadores pela equipe de fisioterapia.
Durante sessão de fisioterapia motora no próprio hospital, Ana Beatriz relatou sensação de formigamento nos pés, pernas e panturrilhas — regiões que haviam perdido mobilidade após o acidente.

De acordo com o boletim da equipe de fisioterapia, o relato pode indicar resposta neurológica e estímulo de sensibilidade nos membros inferiores, o que é considerado um sinal positivo dentro do acompanhamento clínico.
A jovem também passou por fisioterapia respiratória devido à presença de secreção e episódios de tosse. Segundo o boletim, houve melhora significativa do quadro respiratório ao longo do dia.
Evolução ainda é acompanhada com cautela
Apesar dos sinais iniciais de resposta, a equipe médica reforça que o quadro ainda exige acompanhamento intensivo e não permite conclusões definitivas sobre recuperação funcional.
A paciente permanece em recuperação, com evolução considerada positiva dentro da gravidade do trauma inicial, mantendo rotina de fisioterapia e monitoramento contínuo no hospital.
