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28 de maio de 2026

Advogado apontado por matar cliente em Maringá é indiciado por homicídio qualificado; delegado revela detalhes do inquérito


Por Thiago Danezi Publicado 28/05/2026 às 18h28
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Foto: Reprodução

A Delegacia de Homicídios de Maringá concluiu o inquérito policial que apura a morte de Nelson de Souza Pedro, de 48 anos, assassinado a facadas dentro de um apartamento na Zona 7. O principal suspeito do crime é o advogado criminalista Rodrigo Gawlinski, de 32 anos, que atuava na defesa da vítima em um processo judicial.

A atualização do caso foi confirmada nesta quinta-feira, 28, pelo delegado de homicídios Adriano Garcia. Segundo a Polícia Civil, Rodrigo foi indiciado por homicídio qualificado e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

“A DH concluiu o inquérito policial em desfavor do advogado Rodrigo Gawlinski, autor do homicídio qualificado contra Nelson de Souza Pedro. Foram juntadas as gravações de videomonitoramento, bem como laudos periciais. O laudo de necropsia evidencia as diversas facadas, inclusive lesões decorrentes de autodefesa”, informou o delegado.

De acordo com Adriano Garcia, o advogado permanece hospitalizado em estado grave desde a ocorrência.

Ainda conforme a investigação, a Justiça também decretou a prisão preventiva do suspeito. “Foi decretada a prisão preventiva do autor das facadas que levaram a óbito um homem monitorado por tornozeleira eletrônica no interior de um ônibus de transporte coletivo, na Avenida Nildo Ribeiro”, acrescentou o delegado.

Relembre o caso

O crime ocorreu na noite do dia 19 de maio, dentro de um apartamento localizado na Rua Tietê, na Zona 7, em Maringá. Conforme o boletim de ocorrência da Polícia Militar, equipes foram acionadas após denúncias de um esfaqueamento no imóvel.

Ao chegarem ao local, policiais conversaram inicialmente com a filha da vítima, que apontou Rodrigo Gawlinski como autor do ataque. Segundo o registro policial, agentes encontraram o suspeito caído sobre Nelson de Souza Pedro, que ainda apresentava sinais vitais naquele momento.

O boletim aponta que, durante a abordagem, o advogado teria reagido às ordens policiais, entrado em luta corporal com os agentes e precisado ser contido com o uso de algemas devido ao estado de agressividade.

Duas mulheres que estavam no apartamento relataram à polícia que ouviram gritos, discussões e sons de agressão física vindos do cômodo onde vítima e suspeito estavam. Conforme os depoimentos, Rodrigo teria pegado uma faca e iniciado os golpes contra Nelson. Uma das testemunhas afirmou ter tentado interromper o ataque utilizando uma panela para afastar o agressor.

As investigações também apontam que advogado e cliente mantinham contato frequente desde abril, já que Rodrigo atuava na defesa de Nelson em um processo relacionado à violência doméstica.

Testemunhas ainda relataram possível uso de substâncias entorpecentes durante encontros entre os envolvidos, incluindo cocaína, crack, maconha e ritalina. No entanto, a Polícia Militar destacou que as informações foram obtidas por meio de depoimentos e ainda não há confirmação pericial conclusiva sobre eventual consumo.

Após ser contido, Rodrigo Gawlinski apresentou um quadro convulsivo e recebeu atendimento do Samu e do Corpo de Bombeiros. O local foi isolado para o trabalho da Polícia Científica, enquanto a Delegacia de Homicídios assumiu a investigação do caso, agora concluída.

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