Cena revoltante: vídeo mostra criança de 10 anos com necessidades especiais sendo agredida pela família em Paiçandu

Uma criança de apenas 10 anos, com necessidades especiais, foi retirada da casa onde morava após um vídeo mostrar agressões cometidas dentro do ambiente familiar em Paiçandu, na região de Maringá. O caso, que gerou forte repercussão e indignação nas redes sociais, passou a ser investigado pela polícia e mobilizou o Conselho Tutelar do município.
- Entre no canal do GMC Online no Instagram
- Acompanhe o GMC Online no Instagram
- Clique aqui e receba as nossas notícias pelo WhatsApp.
As imagens, encaminhadas ao GMC Online, mostram o menino sendo agredido dentro da residência. Segundo apurado pela reportagem, as agressoras que aparecem no vídeo seriam a avó paterna e uma tia paterna da criança, familiares que estavam responsáveis pelos cuidados do menino.
De acordo com a conselheira tutelar Rosiane Pires, o Conselho Tutelar tomou conhecimento do caso na sexta-feira (29), após ter acesso às imagens. Imediatamente, medidas de proteção foram adotadas para garantir a segurança da vítima.
“A criança agora já está protegida. Ela foi entregue para um familiar mediante termo de entrega, já foi afastada da situação de risco. Todas as medidas foram tomadas, boletim de ocorrência, escuta especializada, encaminhamento ao Ministério Público”, afirmou Rosiane.
Ainda segundo a conselheira, o menino passou por escuta especializada nesta segunda-feira (2) com psicóloga da delegacia, e o caso segue em investigação pelas autoridades competentes. A criança estuda na APAE e, conforme o Conselho Tutelar, possui necessidades especiais. O conteúdo do vídeo gerou revolta entre moradores de Paiçandu, principalmente pela vulnerabilidade da vítima e pela violência praticada por pessoas que deveriam protegê-la.
Avó tinha guarda judicial desde 2024
Segundo informações apuradas pelo GMC Online, a avó paterna possuía a guarda judicial da criança desde 2024, após uma situação familiar ocorrida naquele ano. Na época, o menino e as irmãs chegaram a permanecer temporariamente em acolhimento institucional.
Após a decisão judicial, a guarda ficou sob responsabilidade da avó paterna. A mãe da criança mora em Paiçandu e o pai reside em outra cidade. Rosiane Pires explicou que, mesmo diante das imagens, familiares ainda tentaram justificar as agressões.
“Eles alegam que a criança estava nervosa, que teria fugido, que não respeita regras, mas é uma criança de 10 anos e com necessidades especiais. Nada justifica”, declarou. Segundo o Conselho Tutelar, não havia denúncias oficiais anteriores relacionadas a agressões contra essa criança específica, embora a família já fosse acompanhada pela rede de proteção do município.
Outras crianças também foram retiradas do local
Diante da gravidade do caso e visando preservar a integridade física das demais crianças que viviam no imóvel, o Conselho Tutelar, com apoio das autoridades, também realizou o afastamento de outras crianças da residência, filhos da tia que moravam junto à avó. “Até que os fatos sejam esclarecidos, as crianças foram afastadas da situação de risco e estão em local seguro”, explicou a conselheira.
