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01 de abril de 2026

Codem coloca ponto final em polêmica sobre Delegacia da Mulher de Maringá


Por Letícia Tristão/CBN Maringá Publicado 28/06/2021 às 22h20 Atualizado 02/02/2023 às 09h54
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Codem coloca ponto final em polêmica sobre Delegacia da Mulher de Maringá
Foto: Reprodução/Facebook

O Conselho das Delegacias da Mulher do Paraná (Codem) emitiu nesta segunda-feira, 28, um parecer sobre a escolha de um delegado para a Delegacia da Mulher de Maringá em resposta a quatro procedimentos administrativos.

Segundo a advogada Carolina Cleópatra da Silva, presidente da Comissão de Enfrentamento à Violência de Gênero da OAB, o parecer entende que obrigar uma mulher a chefiar uma delegacia especializada é violência de gênero.

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“Essas reclamações em relação à permanência do Dr. Rodolfo na Delegacia da Mulher, parece que foram abertos quatro procedimentos administrativos em relação a isso, e nos quatro a informação que eu obtive é que o parecer do Codem era de manter o delegado. E o parecer explica o por que disso: primeiro que o atendimento primário não é feito pelo delegado; segundo que não há indícios, nem estatísticos, nem da psicologia, nem das pesquisas em Direito, dizendo que é a presença do delegado que faz com que a mulher se sinta não acolhida. Na verdade, os estudos indicam que o que faz a mulher não ir na delegacia são outros fatores, como o medo do agressor, medo da sociedade não entender… não se trata do profissional que está atendendo. Esses profissionais têm capacidade para isso”, detalha.

Além disso, os homens precisam participar da luta das mulheres por igualdade de gênero e pelo fim da violência e isso significa assumir também postos chaves como uma delegacia da Mulher.

“O lugar da mulher é onde ela quiser estar. Dizer que a delegada mulher tem que ir para a Delegacia da Mulher ou alguma delegacia correlata, é na verdade violência de gênero, porque você está perpetuando uma imagem maternal. […] O homem também tem que abraçar a causa da mulher. Um delegado homem não tira em nada a luta da mulher, pelo contrário, os homens têm que embarcar nessa luta, eles também têm que nos auxiliar, lutar contra essa violência causada pelo patriarcado”, frisa.

Ouça a reportagem completa na CBN Maringá.

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