Comerciante que atirou em caminhoneiro, em Maringá, alega ter agido em legítima defesa

Um idoso, de 70 anos, se apresentou a Polícia Civil, na amanhã desta segunda-feira, 26, e assumiu ter sido o autor dos disparos que deixou ferido um caminhoneiro, de 61 anos, nesse sábado, 24, no Jardim Diamante, em Maringá.
Acompanhado de um advogado, o suspeito alegou ter agido em legítima defesa. Ele afirmou que a vítima havia o jurado de morte quando se encontraram, na madrugada de sábado. O autor do crime contou que no fim de 2021, o caminhoneiro esteve no bar onde ele é dono, exigindo ser atendido fora do horário. Eles acabaram se desentendendo. O comerciante teria empurrado e derrubado o cliente que caiu e machucou a cabeça. A briga entre eles se estendeu aos filhos e quase terminou em tragédia.
O filho do comerciante socorreu o caminhoneiro machucado e o levou até a casa de familiares dele. Lá, ele encontrou o filho da vítima, que teria ficado revoltado, perseguido e esfaqueado o rapaz.
Após um ano, o comerciante e o caminhoneiro se encontraram novamente em um bar onde o crime aconteceu, segundo Luiz Alves, delegado interino da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoas de Maringá. “Ele disse que assim que chegou aolocal, o caminhoneiro, ao vê-lo, avisou outro homem que iria matá-lo. O caminhoneiro teria ido então até o carro buscar uma arma. O senhor me relatou que também se armou e assim que a vítima voltou, atirou”, explicou
A arma usada no crime não foi entregue a polícia. O autor do crime foi liberado depois de prestar depoimento. “Ele disse que depois do crime jogou a arma em um lugar que não se lembra. Isso tudo é a versão dele. Nós temos que ouvir o outro lado também. Estamos esperando a vítima se recuperar para tomar o depoimento dela. Nós vamos apurar todos os detalhes pra ver se autor está falando a verdade”, finalizou Luiz Alves.
