Defesa de acusado de matar homem em bar de Maringá se manifesta e rebate versão da Polícia Civil
A defesa de Wanderley Fabiano da Fonseca da Rocha, de 52 anos, acusado de matar Hildegardo Vaz Guimarães, de 53 anos, conhecido como “Abelha”, se manifestou pela primeira vez sobre o caso e negou que o crime no bar tenha sido premeditado. A declaração foi enviada ao Portal GMC Online nesta terça-feira, 16, pelo advogado Renan Roa, que passou a representar o investigado.
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A manifestação ocorre após a Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Maringá, passar a trabalhar com a hipótese de que o assassinato tenha sido cometido de forma planejada. O crime ocorreu na tarde de domingo, 14, em um bar localizado na Rua Califórnia, no Jardim Indaiá, em Maringá.
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Hildegardo, conhecido popularmente como “Abelha”, morreu após ser atingido por golpes de faca. Wanderley Fabiano da Fonseca da Rocha foi identificado e qualificado pela investigação como principal suspeito do homicídio e segue foragido.

Ao Portal GMC Online, o advogado Renan Roa afirmou que a defesa foi recentemente constituída e que ainda não teve acesso integral aos autos da investigação, às provas e aos elementos informativos do caso. Segundo ele, a situação teria sido agravada pela indisponibilidade do sistema Projudi nesta terça-feira, 16, o que, conforme a defesa, impede uma análise técnica mais aprofundada neste momento.
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“A defesa técnica do Sr. Wanderley Fabiano da Fonseca da Rocha, recém-constituída nos autos, vem, por meio desta, prestar os esclarecimentos iniciais à imprensa e à sociedade”, afirmou o advogado em nota encaminhada ao GMC Online. Ainda conforme a defesa, os fatos divulgados até o momento serão esclarecidos no decorrer do processo judicial, observando o contraditório e a ampla defesa.
A defesa também contestou a principal linha de investigação da Polícia Civil, que aponta para uma possível premeditação do crime.

“Sem prejuízo da análise integral dos autos, a defesa afirma, desde já, de forma categórica, que não se trata de fato planejado ou premeditado, mas de episódio que deverá ser compreendido à luz de todo o contexto fático, inclusive da intensa pressão suportada pelo constituinte”, declarou Renan Roa.
O advogado acrescentou ainda que a defesa seguirá à disposição para esclarecimentos dentro dos limites legais impostos pelo segredo de Justiça.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil de Maringá investiga o caso por meio da DHPP. Imagens de câmeras de monitoramento registraram a dinâmica do homicídio e ajudaram na identificação do suspeito.
Durante as diligências, os investigadores também apuraram que a atual companheira de Wanderley teria escondido a faca utilizada no crime após o homicídio. Segundo a investigação, ela também teria limpado vestígios de sangue da arma antes de ocultá-la em um sobrado.
A conduta é apurada, em tese, como fraude processual, além de outros possíveis crimes que ainda poderão ser identificados no decorrer do inquérito.
Tanto Wanderley Fabiano da Fonseca da Rocha quanto a companheira seguem foragidos, enquanto equipes da Polícia Civil continuam realizando diligências para localizá-los.
