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16 de junho de 2026

Defesa de acusado de matar homem em bar de Maringá se manifesta e rebate versão da Polícia Civil


Por Thiago Danezi Publicado 16/06/2026 às 18h51
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A defesa de Wanderley Fabiano da Fonseca da Rocha, de 52 anos, acusado de matar Hildegardo Vaz Guimarães, de 53 anos, conhecido como “Abelha”, se manifestou pela primeira vez sobre o caso e negou que o crime no bar tenha sido premeditado. A declaração foi enviada ao Portal GMC Online nesta terça-feira, 16, pelo advogado Renan Roa, que passou a representar o investigado.

A manifestação ocorre após a Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Maringá, passar a trabalhar com a hipótese de que o assassinato tenha sido cometido de forma planejada. O crime ocorreu na tarde de domingo, 14, em um bar localizado na Rua Califórnia, no Jardim Indaiá, em Maringá.

Hildegardo, conhecido popularmente como “Abelha”, morreu após ser atingido por golpes de faca. Wanderley Fabiano da Fonseca da Rocha foi identificado e qualificado pela investigação como principal suspeito do homicídio e segue foragido.

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O crime ocorreu na tarde de domingo, 14, em um bar localizado na Rua Califórnia, no Jardim Indaiá, em Maringá. Foto: Reprodução

Ao Portal GMC Online, o advogado Renan Roa afirmou que a defesa foi recentemente constituída e que ainda não teve acesso integral aos autos da investigação, às provas e aos elementos informativos do caso. Segundo ele, a situação teria sido agravada pela indisponibilidade do sistema Projudi nesta terça-feira, 16, o que, conforme a defesa, impede uma análise técnica mais aprofundada neste momento.

“A defesa técnica do Sr. Wanderley Fabiano da Fonseca da Rocha, recém-constituída nos autos, vem, por meio desta, prestar os esclarecimentos iniciais à imprensa e à sociedade”, afirmou o advogado em nota encaminhada ao GMC Online. Ainda conforme a defesa, os fatos divulgados até o momento serão esclarecidos no decorrer do processo judicial, observando o contraditório e a ampla defesa.

A defesa também contestou a principal linha de investigação da Polícia Civil, que aponta para uma possível premeditação do crime.

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Durante as diligências, os investigadores também apuraram que a atual companheira do suspeito teria escondido a faca utilizada no homicídio após o crime. Foto: Reprodução

“Sem prejuízo da análise integral dos autos, a defesa afirma, desde já, de forma categórica, que não se trata de fato planejado ou premeditado, mas de episódio que deverá ser compreendido à luz de todo o contexto fático, inclusive da intensa pressão suportada pelo constituinte”, declarou Renan Roa.

O advogado acrescentou ainda que a defesa seguirá à disposição para esclarecimentos dentro dos limites legais impostos pelo segredo de Justiça.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil de Maringá investiga o caso por meio da DHPP. Imagens de câmeras de monitoramento registraram a dinâmica do homicídio e ajudaram na identificação do suspeito.

Durante as diligências, os investigadores também apuraram que a atual companheira de Wanderley teria escondido a faca utilizada no crime após o homicídio. Segundo a investigação, ela também teria limpado vestígios de sangue da arma antes de ocultá-la em um sobrado.

A conduta é apurada, em tese, como fraude processual, além de outros possíveis crimes que ainda poderão ser identificados no decorrer do inquérito.

Tanto Wanderley Fabiano da Fonseca da Rocha quanto a companheira seguem foragidos, enquanto equipes da Polícia Civil continuam realizando diligências para localizá-los.

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