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02 de abril de 2026

Morador da região de Maringá é preso por suspeita de tráfico de drogas na Tailândia


Por Redação GMC Online Publicado 18/02/2022 às 12h31 Atualizado 20/10/2022 às 13h59
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Um jovem, de 24 anos, morador de Apucarana, na região de Maringá, foi preso por suspeita de tráfico internacional de drogas. Ele foi detido no Aeroporto de Suvarnabhumi, localizado na Tailândia, na terça-feira, 15. Além dele, um homem de 27 anos e uma mulher de 22, que seriam de Curitiba, também foram detidos pelo mesmo crime. As informações são do portal TNOnline.

Segundo informações dos sites Bangkok Post e Amarin TV, os policiais da Divisão de Repressão ao Crime 3, Divisão de Investigação e Repressão, prenderam o suspeito de nacionalidade brasileira, com 6,5 quilos de cocaína, avaliados em Bath 19,5 milhões, equivalente a R$ 3.121.999,60. 

“Estou sem chão”. Assim reage o porteiro de 65 anos, ao falar sobre o filho, de 24 anos, um dos três brasileiros presos. “Estamos desesperados, muito nervosos. É um acontecimento muito difícil e não desejo isso a nenhum pai”, desabafa o homem. No momento, diz, ele só espera “a poeira baixar” para ver o que pode ser feito para tentar ajudar o filho. “Enquanto isso, preciso cuidar da mãe dele, que está em casa, numa crise de choro”.

O pai conta que não sabia que o filho faria essa viagem internacional. À família, o rapaz disse, no dia 11, que estava indo para a praia com amigos. “Para nós ele estava indo pra Camboriú”, conta. “Dois ou três rapazes vieram de carro aqui casa pegar ele para a viagem”, informa.

Os pais ainda conseguiram falar com o filho no domingo, dia 13, e depois disso perderam contato com ele. “Quando não conseguimos falar mais com ele já ficamos muito preocupados”, diz o homem. “Aí, ontem [quarta-feira, 16] à tarde, dois rapazes vieram em casa e contaram que ele havia ´caído´ lá na Tailândia. Minha esposa me ligou no meu trabalho para me falar. Meu sangue ferveu na hora”, relata o pai.

Na madrugada desta quinta-feira, 17, eles conseguiram conversar com o filho, pelo celular, enquanto o rapaz aguardava ser apresentado a autoridade judicial da Tailândia. “Nós conversamos da meia-noite e meia até pouco depois das quatro da manhã.  Ele contou como mentiu para nós. Pediu perdão. Chorou muito com a gente. Até que nos contou que teria que desligar, porque iriam tirar dele o celular e iriam levar ele até um juiz e de lá ele seria levado para uma prisão”.

O pai conta que o filho não teve envolvimento anterior com drogas. “Não que a gente saiba”, diz. Segundo ele, o rapaz não costumava fazer viagens internacionais. “Mas ele já tinha ido lá, nesse mesmo lugar, há uns quatro ou cinco anos. Na época, quando descobrimos, ele já tinha até voltado. Soubemos quando descobrimos as passagens aéreas no quarto dele. Pressionamos ele até confessar a mentira e até nos mostrou o passaporte”, contou.

Agora, nas conversas com o filho, o pai suspeita que o filho tenha sido pressionado a fazer uma segunda viagem. “Dessa vez, desconfio, ele tinha que ir ou aconteceria algo pior a ele. Você sabe. Eu senti ele pressionado. Perguntei e ele não falou nada. Mas eu senti que estava”.

O pais estão buscando ajuda entre familiares. Uma sobrinha, de Maringá, está auxiliando e tentando contato com o consulado brasileiro na Tailândia para, então, a família ver o que é possível ser feito.

Leia essa e outras reportagens de Apucarana no portal TNOnline.

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