Motociclista que atropelou mãe e filha estava empinando moto em via pública, diz polícia

Mãe e filha foram atropeladas por um motociclista no final da Rua Noel Rosa, no Conjunto Cidade Alta, em Maringá, no sábado, dia 25. A mãe, de 44 anos, morreu no local. A filha, de 9 anos, e o motociclista ficaram feridos.
Ele foi hospitalizado, mas mesmo no hospital foi ouvido pelo delegado de plantão e autuado por homicídio com dolo eventual. É o homicídio em que se pressupõe que o autor assumiu o risco de matar.
O delegado de plantão que chegou a esse entendimento foi o delegado Luíz Cláudio Alves. A primeira apuração apontou que o motociclista estava empinando a moto e em alta velocidade momentos antes de atingir mãe e filha.
“A motocicleta estava totalmente danificada, bem quebrada, havia indício, realmente, que a pessoa havia empinado porque a rabeta da motocicleta e a placa estava ralada. O indivíduo sequer era habilitado para pilotar a moto. A motocicleta não é destinada para empinar em via pública. Ela é para conduzir normalmente, quando ele passa a empinar para praticar manobras radicais em via pública, racha, etc, ele está eventualmente assumindo esses riscos derivados da própria conduta dele. Por isso, resolvi autuá-lo pelo crime de homicídio doloso”, explica o delegado.
Moradores da Rua Noel Rosa onde aconteceu o acidente dizem que esse trecho da via é mais ermo, e que por isso o local se tornou um ponto em que motociclistas realizam manobras radicais.
A CBN Maringá entrou em contato com a Polícia Militar. O tenente Nilson Roberto de Moraes Amador diz que a polícia tem conhecimento e fiscaliza os pontos da cidade utilizados para manobras radicais. E a Rua Noel Rosa não é a única. A população pode ajudar denunciando.
“É importante a gente falar que a PM está constantemente fazendo o paltrulhamento nessas áreas que mais acontecem isso e realizando blitz com objetivo de encontrar esses condutores e tomar as medidas cabíveis. É importante falar que a Polícia Militar constatar essa irregularidade, cabe multa, suspensão do direito de dirigir e recolhimento da CNH”, detalha Amador.
“Vale a pena a gente falar que, caso o condutor coloque terceiros em risco, a multa que era mais ou menos R$ 300 chega a quase R$ 3 mil. Além disso, a motocicleta vai ser encaminhada por parte da Ciretran. Também é importante destacar que, quando o condutor faz isso, ele não coloca somente a vida dele em risco, mas também a vida de terceiros. Nesses casos, a população pode auxiliar a PM ligando ou para o 190 ou para o 181 e falar a placa do veículo, as características da moto e do condutor”, complementa o tenente.
A reportagem não conseguiu contato com o advogado do motociclista.
