Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

03 de abril de 2026

Passageira estranha atitude e se joga de carro de app em movimento no Paraná; defesa alega surdez de motorista


Por Banda B, parceira do GMC Online Publicado 15/07/2023 às 17h31
Ouvir: 00:00
Foto: Ilustrativa/Pixabay.

Uma moradora de Curitiba, de 19 anos, se jogou de um carro de aplicativo em movimento após ‘estranhar’ as atitudes tomadas pelo motorista no bairro Cachoeira. À Polícia Civil, ela informou que o envolvido a todo momento “escondia o rosto”, além de trancar portas e janelas. Antes de se jogar, a passageira enviou mensagens para uma amiga relatando a corrida e uma suposta alteração injustificada de rota. Por sua vez, a defesa do motorista alega deficiência auditiva e de fala, o que justificaria o comportamento estranho. Segundo o posicionamento dos advogados dele, quem cometeu o crime foi a passageira ao fazer acusações inverídicas contra ele.

O caso aconteceu na última segunda-feira,10. Na representação protocolada pela passageira, estão anexadas imagens de câmeras de segurança que mostrariam o carro trafegando em alta velocidades, com conversões sem seta. Com medo da rota escolhida, a jovem se jogou do veículo às 17h53.

Deficiência do motorista

Com a publicação da história nas redes sociais, incluindo a foto do motorista, ele procurou a imprensa para se defender. Segundo o advogado Igor José Ogar, a passageira divulgou informações “infundadas e inverídicas” para ganhar engajamento nas redes sociais.

“Em nada as acusações imputam em conduta criminal. Quando chove, o motorista fecha os vidros, é normal. Ao andar com o veículo, as portas são trancadas, é um sistema automático. E é o próprio aplicativo que define a rota e manda o motorista seguir exatamente o percurso. Em momento algum ele abusou dela”, afirma.

Segundo o defensor, o motorista é deficiente auditivo e não fala.

“Ele é completamente surdo e apenas balbucia. A passageira, ao apontar as condutas, desabona e coloca em risco a vida e a honra deste motorista. Uma atitude completamente desumana e desrespeitosa dela, usando da revolta para aparecer nas redes sociais”, alega.

A passageira é representada pelo advogado Claudio Dalledone, que afirma que a deficiência não isenta o motorista de eventuais crimes.

“Ela estava apavorada e se sentiu ameaçada a ponto de se jogar do carro por causa do destino. A jovem, que trabalha com estética, pede socorro, registra o fato e é surpreendida por uma atitude censurável de um advogado que tenta inverter os fatos”, acusa.

Revitimização

Para Dalledone, a exposição do caso é mais um caso de revitimização.

“É um caso de uma mulher, vítima de um crime, mas que passou a ter a narrativa exposta e ridicularizada. Isso está sendo coibido, já que registrou um boletim de ocorrência que relata a ameaça. É mais do que chegada a hora de que alguns personagens que militam na advocacia criminal parem de fazer com que a advocacia seja um palco de espetacularização”, conclui.

Segundo Dalledone, a exposição do caso nas redes sociais nada mais é que a atitude normal de uma jovem de 19 anos.

Resposta

Diante da fala de Dalledone, Ogar voltou a ser procurado e se manifestou por nota:

A defesa do motorista do aplicativo, feita pelo advogado Igor José Ogar, tem a dizer que o seu constituinte não praticou nenhum ato ilícito ou imoral, mesmo assim este foi duramente atacado e teve sua reputação maculada por essa sedizente vítima, que, por meio de uma verdadeira espetacularização midiática postava seu engajamento da falsa acusação e os respectivos números atingidos com a fantasiosa denúncia em rede social.

Leia a matéria completa na Banda B.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação