Passageira estranha atitude e se joga de carro de app em movimento no Paraná; defesa alega surdez de motorista


Uma moradora de Curitiba, de 19 anos, se jogou de um carro de aplicativo em movimento após ‘estranhar’ as atitudes tomadas pelo motorista no bairro Cachoeira. À Polícia Civil, ela informou que o envolvido a todo momento “escondia o rosto”, além de trancar portas e janelas. Antes de se jogar, a passageira enviou mensagens para uma amiga relatando a corrida e uma suposta alteração injustificada de rota. Por sua vez, a defesa do motorista alega deficiência auditiva e de fala, o que justificaria o comportamento estranho. Segundo o posicionamento dos advogados dele, quem cometeu o crime foi a passageira ao fazer acusações inverídicas contra ele.
O caso aconteceu na última segunda-feira,10. Na representação protocolada pela passageira, estão anexadas imagens de câmeras de segurança que mostrariam o carro trafegando em alta velocidades, com conversões sem seta. Com medo da rota escolhida, a jovem se jogou do veículo às 17h53.
Deficiência do motorista
Com a publicação da história nas redes sociais, incluindo a foto do motorista, ele procurou a imprensa para se defender. Segundo o advogado Igor José Ogar, a passageira divulgou informações “infundadas e inverídicas” para ganhar engajamento nas redes sociais.
“Em nada as acusações imputam em conduta criminal. Quando chove, o motorista fecha os vidros, é normal. Ao andar com o veículo, as portas são trancadas, é um sistema automático. E é o próprio aplicativo que define a rota e manda o motorista seguir exatamente o percurso. Em momento algum ele abusou dela”, afirma.
Segundo o defensor, o motorista é deficiente auditivo e não fala.
“Ele é completamente surdo e apenas balbucia. A passageira, ao apontar as condutas, desabona e coloca em risco a vida e a honra deste motorista. Uma atitude completamente desumana e desrespeitosa dela, usando da revolta para aparecer nas redes sociais”, alega.
A passageira é representada pelo advogado Claudio Dalledone, que afirma que a deficiência não isenta o motorista de eventuais crimes.
“Ela estava apavorada e se sentiu ameaçada a ponto de se jogar do carro por causa do destino. A jovem, que trabalha com estética, pede socorro, registra o fato e é surpreendida por uma atitude censurável de um advogado que tenta inverter os fatos”, acusa.
Revitimização
Para Dalledone, a exposição do caso é mais um caso de revitimização.
“É um caso de uma mulher, vítima de um crime, mas que passou a ter a narrativa exposta e ridicularizada. Isso está sendo coibido, já que registrou um boletim de ocorrência que relata a ameaça. É mais do que chegada a hora de que alguns personagens que militam na advocacia criminal parem de fazer com que a advocacia seja um palco de espetacularização”, conclui.
Segundo Dalledone, a exposição do caso nas redes sociais nada mais é que a atitude normal de uma jovem de 19 anos.
Resposta
Diante da fala de Dalledone, Ogar voltou a ser procurado e se manifestou por nota:
A defesa do motorista do aplicativo, feita pelo advogado Igor José Ogar, tem a dizer que o seu constituinte não praticou nenhum ato ilícito ou imoral, mesmo assim este foi duramente atacado e teve sua reputação maculada por essa sedizente vítima, que, por meio de uma verdadeira espetacularização midiática postava seu engajamento da falsa acusação e os respectivos números atingidos com a fantasiosa denúncia em rede social.
