Veja o que se sabe sobre médico residente que sacou arma, atirou em paciente e foi preso em hospital da região de Maringá

Cinco disparos de arma de fogo dentro da Hospital Cemil mobilizou equipes da Polícia Militar do Paraná no início da tarde desta quarta-feira, 15, em Umuarama, no noroeste do estado, cerca de 80 quilômetros de Maringá. O autor dos disparos, um médico residente, foi detido após tentar fugir e agora está à disposição da Justiça.
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De acordo com o tenente-coronel Carlos Peres, o caso teve início após uma ligação ao 190 informando sobre um tiro dentro da unidade hospitalar. Uma equipe de rádio-patrulha foi deslocada imediatamente e, ao chegar ao local, constatou que o suspeito, residente em ortopedia, havia efetuado o disparo durante atendimento a uma paciente.
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Segundo a Polícia Militar, o médico sacou a arma de forma dissimulada e realizou o disparo, que atingiu de raspão a cabeça da paciente. A vítima foi atendida no próprio hospital e permanece em observação. Apesar do susto e do estado de choque, não houve perfuração no crânio. Após o disparo, o suspeito fugiu para a via pública e tentou roubar um veículo, mas foi abordado por uma equipe da ROCAM, que se deslocava para prestar apoio à ocorrência.
Durante a abordagem, os policiais encontraram com o homem um revólver calibre .32, não legalizado. No tambor da arma havia seis munições, sendo três deflagradas e três intactas. Além disso, ele portava outras 17 munições intactas e duas já deflagradas no bolso.
Ainda conforme a PM, o autor é estudante de medicina e realizava residência no hospital, sendo oriundo de uma faculdade do estado do Mato Grosso do Sul. Ele estava no primeiro ano de residência. A Polícia Científica esteve no local, realizou os levantamentos necessários e liberou a área para a continuidade dos atendimentos na unidade hospitalar.
Em nota, o hospital informou que o episódio foi um incidente isolado, destacou que acionou imediatamente a Polícia Militar e afirmou que está colaborando integralmente com as investigações. A instituição também reforçou que repudia qualquer tipo de violência e que medidas internas estão sendo adotadas. O caso foi encaminhado à Polícia Civil de Umuarama, que dará sequência às investigações para apurar as circunstâncias e a motivação do crime.
