Assinado decreto que protege crianças de violência doméstica em Maringá

Foi criada, em Maringá, a Comissão Municipal Intersetorial de Enfrentamento à Violência com objetivo de garantir a proteção de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. A assinatura do decreto aconteceu na tarde desta quarta-feira no Auditório Hélio Moreira.
O Plano Nacional de Enfrentamento à Violência foi aprovado, neste ano, pelo Governo Federal. Agora será colocado em prática em Maringá com a assinatura do decreto que institui o início dos trabalhos através da formação de um grupo de atenção a casos desta natureza.
De acordo com a secretária da Criança e do Adolescente, Aline Câmara, existem casos que não são denunciados. Aí está o desafio deste trabalho que passa a ser realizado a partir de agora no município.
“São muitos os trabalhos e desafios que a comissão terá para, de fato, enfrentar a violência contra a criança, que é a violência física, psicológica, sexual e institucional também. Nós começamos pensando no plano de enfrentamento à violência, então o município vai precisar criar um plano para isso”, disse a secretária.
A secretária afirma que não se sabe qual o número de crianças e adolescentes que são vítimas de violência em Maringá. Isso acontece, segundo ela, por conta da falta de informações e esclarecimentos sobre os casos.
“Os números que a gente tem, não traduzem a realidade, porque em relação à violência sexual, por exemplo, a gente estima que haja uma subnotificação de dez a vinte casos. Então para cada caso que chega, nós temos dez a vinte casos que não chegam”, disse.
A comissão será composta também pelas Secretarias da Mulher, Assistência Social, Saúde, Educação, além do Ministério Público e Defensoria Pública. A meta a partir de agora será a de discutir estratégias com foco na prevenção.
O vice-prefeito, Edson Scabora, ressalta que também será implantado um Centro de Atendimento Integrado à criança e ao adolescente vítimas ou testemunhas de violência. No local os profissionais farão atendimentos ou encaminhamentos especializados para o Conselho Tutelar, o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) ou Centro de Referência da Assistência Social (Cras).
“Em um mesmo lugar ela (a criança) vai passar por uma só entrevista. Ela não vai ficar tendo que repetir novamente tudo o que ela passou, contar o que ela sofreu para várias pessoas. Nesse lugar, que vai ser a Casa da Criança, vai ser uma única vez que ela vai passar por entrevistas sobre o que ela sofreu”, disse o vice-prefeito.
Porém, para que a Casa seja instalada, existe a necessidade da aprovação de orçamento e isso deve ser discutido pela Câmara de Vereadores.


