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23 de abril de 2024

Bolsonaro promete acabar com radares móveis nas estradas


Por Folhapress Publicado 12/08/2019 às 18h18 Atualizado 23/02/2023 às 20h49
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Em evento oficial em plena na BR-116, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, para inaugurar a duplicação de 47 km da rodovia, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) reagiu às buzinas de um caminhão que dava sinal de apoio ao passar pela estrada e anunciou o fim dos radares móveis nas estradas a partir da próxima semana.

“É só eu determinar à PRF (Polícia Rodoviária Federal) que não use mais”, disse Bolsonaro ao ser questionado sobre como eliminaria os radares.

“Já que o caminhoneiro tocou a buzina ali. Vou deixar bem claro. Não são apenas palavras. Tô com uma briga, juntamente com o Tarcísio [ministro da Infraestrutura], na Justiça, para acabar com os pardais no Brasil. Essa máfia de multa, que vai para os bolsos de uns poucos daqui desta nação. É uma roubalheira esta verdadeira indústria da multa que existe no Brasil. Anuncio para vocês, que a partir da semana que vem não teremos mais radares móveis no Brasil. Essa covardia, de ficar no ‘descidão’, de ficar no final do ‘retão’, alguém atrás do mato para multar vocês, não existirá mais”, disse o presidente, ovacionado.

Em julho, Bolsonaro fez um acordo com o MPF para colocar 2.278 radares em trechos críticos para acidentes sem monitoramento. Além disso, técnicos do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) defendem os radares. Um estudo obtido pela Folha de S.Paulo mostra que 8.301 faixas precisam de monitoramento (radar ou lombada eletrônica).

Esta é a segunda viagem do presidente ao Rio Grande do Sul depois de eleito. Na primeira, em junho, ele viajou a Santa Maria para um evento do Exército, onde defendeu armar a população para evitar golpes de estado. O evento em Pelotas, porém, é a primeira agenda de Bolsonaro no estado para entrega parcial de uma obra.

O presidente inaugurou 47 km de duplicação da BR-116, divididos em trechos, em uma região estratégica para escoamento de produção. A duplicação é importante especialmente para escoar a produção pelo Porto de Rio Grande e para países do Mercosul, como Uruguai e Argentina. A obra de 211 km iniciou em 2012 e é uma reivindicação antiga da metade sul do estado.

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