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30 de junho de 2026

Câmara de Maringá decide na quinta se abre Comissão Processante no caso de Ana Lúcia


Por Walter Téle Menechino Publicado 30/06/2026 às 16h59
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Vereadora Ana Lúcia
Vereadora Professora Ana Lúcia: “Estou tranquila: as acusações são improcedentes” – Foto/CMM

A presidente da Câmara de Maringá, Majô Capdeboscq (PP), confirmou nesta terça-feira, 30, que vai pautar para a sessão desta quinta-feira, 2, o pedido de abertura de uma Comissão Processante para investigar a denúncia feita por Vinicius Emanuel Felice de Oliveira França contra a vereadora Professora Ana Lúcia (PDT). Vinícius França era assessor comissionado da vereadora.

A matéria será pautada porque o juiz Nicola Francati Júnior negou concessão de liminar em mandado de segurança impetrado por Ana Lúcia, com o objetivo de suspender a tramitação do processo legislativo. A vereadora recorreu ao Judiciário após a Mesa da Câmara dar andamento às denúncias do ex-assessor e o rito legislativo estabelece que a matéria deve seguir para plenário rapidamente.

Na próxima sessão os vereadores vão decidir se abrem ou não a Comissão Processante. Caso a maioria dos presentes vote a favor da abertura, por sorteio serão escolhidos três vereadores para investigar os fatos e, depois das investigações, o plenário votará pela cassação ou absolvição. Mas se a maioria dos vereadores entender que não há motivo para instalar a Comissão Processante, o processo é arquivado.

O que diz a denúncia?

A reportagem teve acesso ao Ofício Nº 37/2026, de uma página, escrito em papel timbrado do Gabinete de Ana Lúcia e assinado por Vinícius França, que foi registrado no Protocolo Geral em 5/5/2026.

Vinicius França, na denúncia, afirma que “foi intimado(a) a contribuir financeiramente, de forma mensal, para o partido político da vereadora, mesmo não sendo filiado(a), o que considero absolutamente indevido e ilegal”.

O denunciante diz que foi “submetido(a) a situações constantes de perseguição, constrangimento e intimação, caracterizadas por tratamento desrespeitoso, cobranças abusivas e exposição vexatória..”. Em outro trecho diz: “Também fui compelido(a) a realizar atividades que extrapolam as atribuições institucionais do cargo”. E mais: “Fui ameaçado(a) diversas vezes de eventual exoneração”.

No documento não consta nenhum anexo com provas, como gravações, que o denunciante afirmou ter. “Diante do desgaste sofrido… Informo que passei a registrar os fatos por gravações”.

A vereadora Ana Lúcia, ouvida após a sessão da Câmara desta terça-feira, 30, afirmou que as acusações feitas pelo ex-assessor “são improcedentes por falta de provas e inverídicas”. Ela disse que está “tranquila e confiante” e que tem conversado com os demais vereadores. Uma das avaliações ouvidas é que “dependendo do desfecho, o caso pode gerar precedentes nocivos e fragilizar a todos”.

Veja entrevista com a presidente da Câmara, Majô Capdeboscq

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