Consórcio instalou lâmpadas de LED acima das copas das árvores e teve que refazer, diz Flávio Mantovani

O vereador Flávio Mantovani (PSD), que presidiu a Comissão Especial de Estudos sobre a PPP da Iluminação Pública, afirmou em entrevista na CBN Maringá na manhã desta quarta-feira, 3, que um dos problemas ocorridos na troca de lâmpadas comuns por LEDs se deu por uma particularidade de Maringá: “Devido à arborização da cidade, as lâmpadas devem ser instaladas abaixo das copas das árvores e não acima, como ocorreu”.
Acrescentou que o Consórcio Luz de Maringá, que venceu a licitação, teve que trocar centenas de postes que já tinham sido instalados e isso causou um grande prejuízo financeiro. Lembrou também que a Comissão constatou que o mediador independente tinha outros dois contratos com a Enel X, maior empresa do consórcio. O fato fere o princípio legal e ético para um mediador que deveria ser independente.
Com o atraso no cronograma de implantação das lâmpadas de LED o consórcio recebeu inúmeras multas por parte da Prefeitura de Maringá, que tiveram seus valores descontados no pagamento das parcelas a serem pagas, que somam R$ 800 mil. Segundo o secretário de Infraestrutura, Vagner Mussio, o consórcio também já recebeu 20 notificações por irregularidades na prestação ou não execução dos serviços contratados.
Recentemente a Prefeitura de Maringá foi informada pela Enel X sobre a intenção da multinacional, que está presente em cerca de 30 países, em sair do Consórcio Luz de Maringá. Consta que a multinacional estaria buscando uma nova empresa interessada em participar do consórcio. Apesar dos problemas enfrentados pela PPP (Parceria Público Privada), Mantovani espera que o consórcio conclua os serviços contratados.
Na entrevista à CBN, com a participação de Regeane Guzzoni, o pré-candidato a deputado estadual Flávio Mantovani, também falou sobre políticas públicas voltadas ao bem estar animal, defendeu uma coordenação estadual aos Procons, que são municipais – “mas muitas cidades não contam com o órgão de defesa do consumidor” – e revelou que suas redes sociais, que somavam mais de 150 mil seguidores, foram ‘hackeadas’ e banidas.
