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01 de abril de 2026

Fim da escala 6×1? Lula opina sobre a redução na jornada de trabalho


Por Agência Estado Publicado 26/11/2025 às 15h52
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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse, nesta quarta-feira, 26, que combater a desigualdade é retomar a capacidade de se indignar com as coisas ao redor. Lula discursou durante a cerimônia de sanção da lei que isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil mensais.

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Foto: Frame/Gov.br

Ao defender a igualdade de oportunidades, Lula declarou não querer retirar o filho da classe média da universidade para colocar os negros, mas, sim, permitir oportunidade para essa população excluída: “Não quero tirar filho da classe média da universidade e pôr o negro, quero que o negro tenha a oportunidade que nunca teve.”

Lula afirmou que não seria um bom dirigente caso não tivesse a sensibilidade para ver quem está na miséria. Segundo ele, os mais pobres são invisíveis porque a elite os torna assim e que será o consumo da população que fará a economia crescer.

“Mesmo que você seja eleito para governar para todos, você tem que escolher quem é que precisa do Estado”, declarou o presidente. “Se o pobre consumir mais, o rico vai ficar mais rico. Ele vai vender mais carne, mais roupa, mais carro”, completou.

Ele afirmou ainda é preciso repensar a jornada de trabalho 6 por 1 e também a tributação sobre participação de lucros e resultados. Destacou, entretanto, que quando se está no governo é preciso fazer concessões. “A gente não pode continuar com a mesma jornada de trabalho de 1943. Isso não é possível, os métodos são outros, a inteligência foi aprimorada”, afirmou.

Para ele, os pobres não querem muitas coisas, apenas seus direitos constitucionais: “Quer garantia de que vai ter comida, estudo, moradia, emprego.”

Ele disse que fez campanha contra a robotização de fábricas na década de 1980 porque quanto mais tecnologia, menos pessoas terão emprego. Isso será um problema a ser gerido pelo ministro da Fazenda.

Por fim, o presidente elogiou ainda o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seu ministro Pedro Malan: “Pessoas sérias.”

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