Prefeito de Maringá diz que atraso na ciclovia da Tuiuti se deve a erros de projeto e chuvas

Em entrevista à CBN Maringá nesta terça-feira, 16, ao ser questionado, o prefeito de Maringá, Silvio Barros, confirmou que a ciclovia da Avenida Tuiuti teve erros de projeto, por “não considerar a questão da drenagem”. Parte das obras teve que ser refeita e o prazo de entrega foi prorrogado duas vezes.
Mas antes de responder à pergunta, o prefeito disse que era preciso “contextualizar, pois é muito cômodo a gente botar toda a culpa no prefeito e eu estou acostumado com isso, sei como é que é. Esse projeto não é nosso, é anterior e a obra já estava em andamento quando nós assumimos”.
Disse que “efetivamente, quem mora na região da Tuiuti sabe exatamente o que aconteceu. As interrupções que a ciclovia promoveu nos cruzamentos da Tuiuti eram necessárias do ponto de vista técnico. Acontece que nas laterais da Tuiuti existem decliveis muito acentuados”.
Água corre com velocidade
“Então – prosseguiu -, a água corre com muita velocidade e o que acabou acontecendo é que quando a transposição foi interrompida, a água começou a levar a grama, levar a própria ciclovia e atravessar a pista de um lado para o outro, levando barro para o outro lado. Isso é um problema de projeto”.
Acrescentou que “a ciclovia foi projetada, mas não se levou em consideração a questão da drenagem. Então isso gerou um retrabalho para a empresa, porque ela fez o trabalho, a chuva levou embora, aí teve que fazer de novo. Esse prazo já estava contado no contrato e agora fazer de novo é outro prazo”.
“Independente disso, nós tivemos problemas com a grama. Tinha mais mato do que grama e a gente determinou que fosse refeito. Isso gerou um descompasso entre o projeto semafórico com o da ciclovia. Ela precisa de um projeto semafórico específico, que não constava do projeto original”.
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Renegociação com Itaipu
A partir dessas situações, a Prefeitura teve que fazer uma renegociação com o Itaipu para aditivar o convênio e incluir a semaforização no projeto. Independente disso, nós tivemos dias de chuva muito intensos. E, para cada dia de chuva, nós somos obrigados a dar dois dias de prazo para a obra”.
“Somando tudo isso, a empresa requereu um prazo que ela tinha direito e nós não tínhamos como contestar. Independente disso, tivemos que fazer ajustes no projeto do cruzamento da Rocha-Pombo, ficou muito bom, acho que vai funcionar bem, vai dar uma descongestionada importante ali”, disse.
Segundo ele, “agora está praticamente pronto. Será uma entrega parcial: a empresa entrega para a gente a Rocha-Pombo, enquanto termina o restante da ciclovia e faz a semaforização. A rotatória é nossa responsabilidade e conseguimos que a parte da ciclovia a Itaipu inclua no projeto”.
Números da Ciclovia da Tuiuti
- Valor inicial do contrato: R$ 6,9 milhões
- Aditivos ao contrato: R$ 691 mil
- Novo prazo de entrega: 20/12/2026
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