Rafael Greca diz que vai ouvir a população antes de fazer um plano de governo e provoca Sérgio Moro

O ex-prefeito de Curitiba e pré-candidato ao Governo do Paraná pelo MDB, Rafael Greca, disse na manhã desta sexta-feira, 15, que pretende fortalecer as cidades paranaenses levando para o interior as experiências de Curitiba nas áreas de infraestrutura, planejamento urbano, segurança alimentar, cultura, educação, transporte e saúde.
Questionado sobre a sua queda nas pesquisas eleitorais, de segundo para terceiro lugar, ele concordou que um dos motivos é a divisão do grupo do governador Ratinho Junior, que tem dois pré-candidatos – ele e Sandro Alex (PSD). Mas minimizou a diferença das intenções de voto em relação a Requião Filho (PDT): “Entre 20, 19, 18 e 17, o número é o mesmo”.
“O Requiãozinho e eu – comentou – estamos com um empate técnico. Eu vou continuar insistindo. O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, me confirmou como candidato e eu estou começando a procurar alianças com partidos correlatos ou coirmãos”, disse, acrescentando que tem “muito entusiasmo em ter companheiros da vida toda por perto”.
E citou os nomes da ex-governadora Cida Borghetti e do deputado federal Ricardo Barros, do PP: “O deputado federal Felipe Francischini está vindo com a gente também, quer começar a conversar, e outros partidos virão. A ideia é compor um projeto político que não se resuma a uma candidatura chapa branca”. Francischini é do Podemos.
Plano de Governo
Quanto ao plano de governo, disse vai ouvir a população primeiro para depois elaborar um programa de governo “dentro de uma ideia de filosofia chinesa ancestral, de Confúcio, segundo a qual o verdadeiro líder vai atrás do seu povo. A paciência chinesa manda esperar. Vamos ver para onde o povo nos apontar o caminho e nós seguiremos esse caminho”.
Disse que “há uma desconexão entre a compreensão das coisas que acontecem em Curitiba, da euforia pela Ponte de Guaratuba, ou de alguns programas estaduais, e o que pensa o povo do interior do Paraná”. Acrescentou que “um dia de chuva como hoje, por exemplo, me faz pensar por que não pode haver um marco de transporte para o Paraná?”
E defendeu que “todas as grandes cidades tenham, nas suas regiões metropolitanas, redes integradas de transporte metropolitano. Uma passagem só para Sarandi, Marialva, Floresta, de maneira que, numa infraestrutura única e aceitável, todos possam ir e vir. Há um gap (lacuna, brecha) aqui no desempenho da Viação Garcia”.
Disse que “cada uma das 19 associações de municípios do Paraná, pode e deve ter um Instituto e Planejamento Regional. A ideia é, usando a estrutura que o Estado já tem, estabelecer 19 institutos de Planejamento Regional, e, a partir daí, começar a desenhar um grande futuro para o nosso glorioso passado”.
Esquerda X Direita
Questionado sobre a possível polarização entre a direita e a esquerda, com Sérgio Moro (PL) e Requião Filho (PDT), os dois primeiros colocados segundo a Paraná Pesquisas, Greca disse que “como futuro governante do Paraná e com uma posição muito equilibrada e centrada, vou unir mão direita, a mão esquerda, com as duas apontando para frente e sobremaneira para o alto”.
Acrescentou que quando faz “uma proposta de um SUS paranaense unificado, atendendo todos os hospitais, inclusive os particulares, colocando centros de especialidades médicas em cada região e apontando para as cirurgias eletivas, a gente está fazendo uma política que supostamente é tida como de esquerda”.
E continuou: “Mas quando a gente quer fazer a estrada de Iguaraçu, dinamizar a sua duplicação e dar conforto aos que vão e que voltam nessa estrada tão perigosa, nós estamos fazendo uma política supostamente de direita, porque infraestrutura seria uma coisa de direita. Não há direita nem esquerda quando há interesse público”.
Flávio e Daniel Vorcaro
Questionado se o fato do pré-candidato a presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL) ter recebido recursos do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, poderia respingar no candidato a governador do Paraná, Flávio Moro (PL), Rafael Greca respondeu que “quem vai dizer isso são os correligionários deles”.
E provocou: “Não é do meu feitio meter a colher alheia no partido dos outros, e ainda mais nesse partido que virou um vespeiro. Eu não vou mexer em casa de marimbondo. É muito interessante e eu gostaria de ouvir o juiz censor de costumes, nesse momento da história brasileira, explicando o que ele vê e como ele vê esse caso tão momentoso”.
E concluiu que “nada fica oculto. O próprio ex-presidente, com todo o respeito, gostava muito do versículo de São Mateus que dizia, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Em dois momentos da entrevista transmitida ao vivo na manhã desta sexta-feira, 15, pela CBN Maringá, Rafael Greca cantou.
