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05 de abril de 2026

Valenciano comenta retorno das mulheres à Câmara de Vereadores de Maringá


Por Tiago Valenciano Publicado 24/11/2020 às 13h59 Atualizado 19/10/2022 às 10h19
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Tiago Valenciano na coluna “O Assunto é Política” desta terça-feira

Na coluna “O Assunto é Política” desta terça-feira, 24, o cientista político Tiago Valenciano comentou sobre o retorno das mulheres à Câmara de Vereadores de Maringá, que ainda é pouco, mas um primeiro passo. Uma das representantes, a Ana Lúcia Rodrigues (PDT) foi entrevistada pela Luciana Peña, no CBN Maringá 2ª edição desta segunda-feira, 23, e disse que tem compromisso com o prefeito de lutar pela proporcionalidade de mulheres na administração municipal.

“A Ana Lúcia fez muito bem esse papel do movimento ‘Mais Mulheres no Poder’ em Maringá e conseguiu criar essa consciência coletiva, o estilo durkheimiano, que é a matéria que ela dava aula para mim nas Ciências Sociais na UEM. Ela, uma conhecedora do Durkheim, acabou criando essa consciência coletiva de que é necessário ter mais mulheres na Câmara Municipal de Maringá. Passamos quatro anos ser ter mulheres na Câmara Municipal de Maringá e o trabalho da Ana Lúcia foi muito bem feito, diga-se de passagem, ela conseguiu inclusive, a frente desse movimento e junto com as demais mulheres, mostrar que era necessário, que era importante ter mais mulheres no poder legislativo de Maringá. Uma participação pequena ao longo da história, só que ficamos quatro anos sem ter nenhuma mulher na Câmara de Maringá, exceto com uma curta e brevíssima passagem pela professora Vilma pelo poder legislativo, quando o vereador Mariucci acabou se ausentando por um período determinado”, avalia Valenciano.

“Só que essa reivindicação da Ana Lúcia de trazer de fato uma paridade, inclusive, entre as mulheres nos cargos de 1º e 2º escalão do governo municipal não depende, necessariamente dela, vai dependendo do prefeito Ulisses Maia, até porque é o prefeito que com livre nomeação escolhe os cargos que vão compor o seu governo. É ele que escolhe a partir de critérios técnicos, conforme o governo tem defendido ao longo desses últimos quatro anos, e a tendência é que ele mantenha essa pauta pelos próximos quatro anos, independente se seja homem ou mulher”, explica o cientista político.

“Nós já temos uma relativa participação das mulheres no governo municipal, mas ainda é pouco e a luta, a disputa que a Ana Lúcia abre em relação a isso com a prefeitura, ela é legítima sim, até porque nós estamos passando por um momento em que pautas, digamos da globalização da pós-modernidade, essas pautas pós-modernas têm ganhado mais espaço nos espaços políticos. Defesa dos animais, nós temos um vereador na Câmara de Maringá que defende isso, a pauta ecológica e do meio ambiente também é uma pauta importante. A questão do feminismo, racismo, enfim, são pauta quase que pós-modernas e pós-materiais, digamos assim, que são importantes sim na política e elas ganharam espaço, principalmente com as novas gerações, que passaram a votar e vem votando desde a Constituinte de 1988. Então é uma pauta relevante, uma pauta importante. A Ana Lúcia tem uma defesa antiga já, em relação a participação das mulheres na política e no poder, e a gente vai acompanhar se, de fato, ela vai conseguir levar essa pauta a diante ou não. Não depende, exclusivamente dela. Ela pode, inclusive, apresentar um projeto de lei, alguma iniciativa na Câmara para que isso se torne realidade, mas vai depender de um conjunto de fatores para que isso de fato aconteça a partir do próximo 1º de janeiro”, complementa Valenciano.

Assista à coluna completa:

Ouça na CBN Maringá.

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Tiago Valenciano

Cientista político, doutor em Sociologia e escritor.