Covid: Óbitos de jovens entre 20 e 29 anos sobem mais de 130% em Maringá

O aumento percentual de 132% no número de óbitos por covid-19 de pessoas mais jovens, na faixa etária entre 20 e 29 anos, contabilizado pelos Cartórios de Registro Civil de Maringá no mês de abril – o segundo pior desde o início da pandemia no município -, aponta que a vacinação em massa da população é o melhor caminho para a crise de saúde pública causada pela covid-19. Essa faixa etária foi a que registrou o maior percentual de aumento em abril em relação à média desde o início da pandemia – período entre abril de 2020 a março de 2021.
Desde o início da pandemia, 10 jovens na faixa etária entre 20 e 29 anos morreram por complicações da covid-19 em Maringá. Desses, 7 faleceram em 2021, sendo 3 só no mês de abril. Ainda aguardando o cronograma de vacinação para suas idades, os jovens viram crescer os números percentuais de óbitos no último mês, mesmo quando comparados a março deste ano, o mês com maior número de mortes causadas pelo novo coronavírus no município, e também em relação à média de mortes de sua faixa etária desde o início da pandemia.
Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.
A faixa etária que vai dos 50 aos 59 anos viu o aumento do número de óbitos crescer 56% em abril em relação à média para esta faixa etária desde o início da pandemia. Desde abril do ano passado, foram 163 óbitos nesta faixa etária: 37 em 2020 e 126 em 2021, sendo que 40 ocorreram só em abril deste ano.
Outras faixas etárias que registraram crescimento foram as de pessoas dos 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos com óbitos aumentando 33% e 11%, respectivamente, em relação à média desde o começo da pandemia.
Ainda em crescimento, mas em patamares inferiores, a população entre 60 e 69 anos registrou aumento de mortes de 68% em relação à média desta idade no período, enquanto os números absolutos de falecimentos desta faixa etária caíram de 97 em março para 57 em abril. Nas demais faixas etárias, já vacinadas, o número de óbitos caiu em relação à média desde o início da pandemia, reduzindo 1% na faixa entre 70 e 79 anos, 66% entre 80 e 89 anos, e 90% na população entre 90 e 99 anos.
Ranking Estadual
No Estado do Paraná, a faixa etária entre jovens de 30 a 39 anos esteve acima da média nacional, registrando aumento percentual de 75% no número de óbitos, enquanto o país apontou aumento de 56%. O mesmo ocorreu com a população na faixa etária entre 50 e 59 anos, com aumento percentual de 59%, enquanto os números do país estiveram em 54%. Já nas faixas etárias de 40 a 49 anos e de 60 a 69 anos, o Paraná teve crescimento abaixo da média nacional, registrando crescimentos de 46% e 10%, enquanto no País estes números foram de 57% e 22%, respectivamente.
Todos os Estados brasileiros registraram aumento de óbitos na faixa entre 40 e 49 anos na comparação com a média desta idade desde o início da pandemia e 15 deles estiveram acima da média nacional. À frente deste ranking está o Rio Grande do Norte, que registrou aumento de 154%, seguido por Santa Catarina, aumento de 118%, Sergipe, crescimento de 101%, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, aumento de 94%. São Paulo e Rio de Janeiro, com 66%, e Distrito Federal, com 58%, também estiveram acima da média nacional.
Já na faixa etária entre 30 e 39 anos, 22 Estados registraram crescimento em abril em relação à média do período, sendo que 12 deles acima da média nacional. Os aumentos foram maiores nos Estados do Mato Grosso do Sul (103%), Goiás (97%), Rio Grande do Norte (94%), Mato Grosso (92%) e Distrito Federal (90%). A lista tem ainda São Paulo (73%), Minas Gerais (67%) e Rio de Janeiro (59%).
Na última faixa com crescimento nacional acima de 50%, entre 50 e 59 anos, novamente todos os Estados brasileiros registraram crescimento, sendo 16 deles acima da média nacional. Os maiores aumentos foram nos Estados do Rio Grande do Norte (152%), Pará (105%), Rio Grande do Sul (80%) e Acre (73%). O Distrito Federal registrou aumento de 58%, São Paulo, de 56%, e Rio de Janeiro de 54% nesta faixa etária.
Por Assessoria de Imprensa – Irpen/PR.
