Crescimento da Economia Mundial e sua relação impacto na economia Brasileira

Desde o início da Globalização datado em meados do século XV, o mundo está conectado, dentre outras coisas, pelo comércio internacional. Empresas de países diferentes compram e vendem entre elas o tempo todo, e qualquer alteração na procura ou na oferta de produtos nesse grande supermercado global afeta todo o mundo, inclusive o Brasil, e consequentemente suas unidades federativas.
Desta forma acompanhar o comportamento da economia global e dos países, principais parceiros comerciais do Brasil é estratégico e necessário para os tomadores de decisões, tanto da máquina pública, quanto do setor produtivo.
É importante entendermos que a elevada inflação por que passa os EUA e países da Europa com consequente aumento da taxa de juros, a guerra no leste europeu, a desaceleração da economia chinesa. Tudo isso afeta diretamente o seu bolso por aqui.
Só para entendermos como máquina funciona, se o país está com uma inflação elevada, o banco central irá aumentar a taxa de juros básica para evitar a sua aceleração contendo a demanda agregada na economia. Isto significa que irá ficar mais caro fazer investimentos com recursos de terceiros, devido a elevada taxa de juros, e também irá ficar mais caro comprar a prazo, desta forma temos uma contenção do consumo e dos investimentos, desacelerando o crescimento econômico.
Mas se isto acontece nos EUA oque tem haver conosco no Brasil?
Se as economias parceiras comerciais do Brasil desaceleram, irão comprar menos do Brasil, impactando o nosso PIB via Balança Comercial, por exemplo.
A figura 1, apresenta a taxa de inflação acumulada dos principais parceiros comercias do Brasil.
Podemos verificar que a inflação dos EUA e da EU está acima da inflação brasileira, fechando o ano de 2022 em 6,5 % e 10,4%, respectivamente. No entanto ambos apresentam uma tendência de queda, evidenciando os resultados de sua política monetária, com elevação da taxa de juros.
Figura 1 – Taxa de Inflação Acumulada dos últimos 12 meses (IPCA)

Na China, podemos verificar que a pressão dos preços ainda não é limitante para o governo trabalhar seu pacote de estímulos fiscais e monetários em busca de uma reação mais consistente da economia. A questão prioritária neste momento para os chineses, é a carência de demanda e os riscos ao crescimento dos países nos próximos anos. Além disto, outro fator que poderá afetar o ritmo de crescimento chinês no longo prazo, é uma reconfiguração das cadeias globais de valor, postas em xeque diante dos choques da pandemia e da guerra na Ucrânia.
Quais são os principais parceiros comerciais do BRASIL, PARANÁ E MARINGÁ:
Os principais parceiros comerciais do Brasil, Paraná e Maringá em termos de exportação em 2022 segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços foram:
BRASIL:
1° China – representando 29,3% do destino das exportações
2° EUA – representando 10,5 % do destino das exportações
3° União Europeia – representando 10,0 % do destino das exportações
4° Argentina – representa 5,41% do destino das exportações
PARANÁ:
1° China – representando 16,4% do destino das exportações
2° EUA – representando 7,7 % do destino das exportações
3° Argentina – representa 6,7 % do destino das exportações
4° México – representa 6,7 % do destino das exportações
MARINGÁ:
1° China – representando 49,1% do destino das exportações
2° Irã – representando 10,6 % do destino das exportações
3° Japão – representa 5,8 % do destino das exportações
4° Bangladesh – representa 4,55 % do destino das exportações
Segundo o Banco Mundial a previsão é de que o crescimento da economia global seja mais conservadora no ano de 2023, com um crescimento em torno de 1,7%, como apresentado do Quadro a seguir . A desaceleração do crescimento é explicada em parte pela politica monetária restritiva adotadas nos países para controlar a inflação alta.
Quadro 1 – Crescimento do PIB mundial, dos países avançado e emergentes

Com relação aos principais parceiros comerciais do Brasil, a China apresenta uma expectativa de crescimento de 4,3% e 5% em 2023 e 2024. Já para os EUA e México a previsão é de um crescimento abaixo de 1%, em 2023 e 1,56% e 2,3% em 2024, respectivamente.
Para a Argentina a previsão é que o crescimento fique em torno de 2% para 2023 e 2024.
Desta forma é crucial que os formuladores de políticas garantam que qualquer apoio se concentre em grupos vulneráveis, que as expectativas de inflação permaneçam bem ancoradas e que os sistemas financeiros permaneçam resilientes.
