Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

01 de abril de 2026

O trem da morte


Por Gilson Aguiar Publicado 10/03/2023 às 10h18
Ouvir: 00:00
Pixabay

Lamentável o que aconteceu com as crianças da Apae em Jandaia do Sul. Um ônibus que levava os estudantes para casa, ao todo 22 crianças, foi atingido por um trem. Infelizmente, duas delas faleceram e duas ficaram feridas.

Algumas ironias, o pai de uma das crianças mortas andava pelo local e viu o corpo da filha.

Podemos fazer o apelo emocional e chorarmos muito diante do fato. Podemos. Mas, temos que considerar que a tragédia deve sempre nos remeter ao motivador dos fatos e não a superficialidade dos acontecimentos.

A rede ferroviária brasileira está sucateada. Reflita comigo a ironia. As locomotivas e trens brasileiros são antiquados, a velocidade média de uma composição é de 40 a 70 km/hora. Lento, o que fez com que o acidente não fosse pior. A limitação salvou de uma desgraça.

A falta de sinalização pode ter ajudado, o convívio marcado pelo hábito e não pela sinalização também contribui.

Porém, o sistema ferroviário brasileiro ainda corta cidades, tem uma malha antiga, e não faz parte da preocupação do cotidiano. Os trens poderiam melhorar a nossa vida, mas convivemos com eles a distância. Quando ele nos atravessa é sempre em forma de tragédia, muitas vezes anunciada. 

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação
Gilson Aguiar

Formado em História e mestre em História e Sociedade, Gilson Aguiar é âncora e comentarista da CBN Maringá.