Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

23 de abril de 2026

IBP descarta alta de combustíveis após retirada da cumulatividade do IBS da reforma tributária


Por Agência Estado Publicado 07/07/2023 às 17h18
Ouvir: 00:00

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás Natural (IBP) comemorou a retirada da cumulatividade do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) para os combustíveis e o gás natural na reforma tributária aprovada entre ontem, 6, e hoje, 7, pela Câmara dos Deputados. A manutenção da medida, segundo o IBP, iria causar uma forte alta no preço dos combustíveis por acúmulo de créditos.

“A aprovação do novo arcabouço é uma conquista de toda a sociedade brasileira, um marco importante e transformador que trará racionalidade fiscal e competitividade para a economia, a partir da simplificação do sistema tributário, possibilitando a atração de novos investimentos para o País”, disse em nota nesta sexta-feira, 7.

O instituto observou, porém, que existem outros pontos que precisam ser aprimorados, como o Repetro, que não é uma desoneração, segundo o IBP, mas um regime que permitiu o avanço do segmento de exploração e produção de petróleo e gás no País, assegurando aportes, empregos e tributos. Nos próximos 10 anos, a previsão do IBP é de que o regime tributário será o responsável por investimentos de US$ 180 bilhões e geração de mais de 445 mil postos de trabalho diretos e indiretos ao ano.

“A manutenção do Repetro estaria em linha com um dos princípios norteadores da reforma, que é a desoneração dos investimentos”, afirmou o instituto.

Outro ponto importante, destacou, é a possibilidade de Estados e o Distrito Federal instituírem a cobrança de uma contribuição sobre produtos primários, produzidos em seus territórios, o que poderá afetar a competitividade e a atratividade de investimentos no setor de óleo e gás.

“A indústria de óleo e gás já possui uma alta carga tributária – em torno de 70% -, além de ser uma grande arrecadadora de impostos e tributos. Somente entre 2010 e 2021, foram pagos R$ 2,13 trilhões em participações governamentais pelo setor, que atualmente representa cerca de 15% do PIB industrial”, informou a entidade que representa o setor de óleo e gás no Brasil.

O IBP afirmou ainda, que as exportações de petróleo são o terceiro item mais importante da balança comercial brasileira, sendo responsável por um superávit de US$ 65 bilhões nos últimos quatro anos. “Um novo regime tributário mais simples é uma conquista importante e representa o primeiro passo na direção do almejado crescimento econômico do País”, avaliou.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

CMN aprova linha do FNAC para capital de giro a aéreas, com juros a partir de 4%


O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira, 23, resolução que cria uma linha de financiamento reembolsável para capital de…


O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira, 23, resolução que cria uma linha de financiamento reembolsável para capital de…

Economia

CMN consolida obrigação de IFs associadas ao FGC alocarem recursos em títulos públicos


O Conselho Monetário Nacional (CMN) consolidou, nesta quinta-feira, 23, a obrigação de instituições associadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC)…


O Conselho Monetário Nacional (CMN) consolidou, nesta quinta-feira, 23, a obrigação de instituições associadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC)…

Economia

Copasa: governo de MG inicia seleção prévia de investidor de referência para privatização


Em mais um passo para a privatização da Copasa, o governo de Minas Gerais publicou, nesta quinta-feira, 23, o manual…


Em mais um passo para a privatização da Copasa, o governo de Minas Gerais publicou, nesta quinta-feira, 23, o manual…