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22 de maio de 2026

Ouro fecha em queda com cautela sobre Oriente Médio e de olho em inflação nos EUA


Por Agência Estado Publicado 22/05/2026 às 15h02
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O ouro fechou em queda nesta sexta-feira, 22, com investidores cautelosos em meio a um avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, mas ainda sem definições concretas. Além disso, o mercado acompanhou a cerimônia de posse de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve (Fed).

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em queda de 0,42%, a US$ 4.523,2 por onça-troy, recuando 0,85% na semana. Já a prata para julho caiu 0,70%, a US$ 76,199 por onça-troy, caindo 1,73% semanalmente.

Uma fonte ouvida pelo Wall Street Journal afirmou que as versões sobre o acordo que circulam pela imprensa desde quinta-feira são imprecisas. Ainda assim, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou que avanços foram conquistados, mas alertou que um acordo entre os dois países ainda não é certo. Nesta sexta, o Paquistão enviou o seu comandante para Teerã, segundo o Al Hadath. A notícia é interpretada como um bom sinal, já que a expectativa era que o paquistanês apenas viajasse quando uma versão final do acordo fosse finalizada.

Para o Sucden Financial, as manchetes sobre o possível fim do conflito fornecem um piso às baixas do ouro, mas os rendimentos elevados limitam as altas. “O resultado é uma sessão contida e lateralizada, onde as quedas atraem interesse, mas as altas têm dificuldade em se estender à medida que o dólar se fortalece”. Já na avaliação do TD Securities, as preocupações inflacionárias, juros mais altos e dólar forte estão pressionando os metais preciosos. Para a consultoria, o ouro pode ter uma forte queda nos próximos dias, atingindo o patamar de US$ 4.350.

No cenário macro, Kevin Warsh assumiu como novo presidente do Federal Reserve, reconhecendo os desafios sobre o controle do duplo mandato de inflação e emprego do órgão. Mais cedo, o diretor do BC americano Christopher Waller afirmou ser “uma loucura” falar em corte nos juros nos EUA em um futuro próximo, em meio a uma queda abaixo do esperado no sentimento do consumidor e alta nas expectativas de inflação.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

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