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14 de junho de 2026

Banca mais antiga de Maringá resiste a quase sete décadas de transformações: ‘é gratificante ter todo esse passado’

Fundada em 1957, a Banca do Massao sentiu a necessidade de implementar novos produtos para manter as portas abertas


Por Camila Rodrigues, Daniel Demeterko e Pedro Natel Publicado 14/06/2026 às 09h14
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Desde 1957, quem passa pela esquina que une a Rua Santos Dumont e a Avenida Getúlio Vargas, possivelmente já reparou em um tradicional estabelecimento comercial que ali se encontra. Com o atual dono desde meados da década de 60, a Banca do Massao detém o título de mais antiga da cidade e se tornou ponto de referência em Maringá, atravessando transformações sociais e digitais.

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O jornal Folha de São Paulo segue sendo um dos mais vendidos na Banca do Massao/ Foto: Pedro Natel

Natural de Quintana, interior do estado de São Paulo, Massao Tsukada assumiu a administração do empreendimento com apenas quatorze anos de idade, após o pai Toshinori Tsukada, comprar o local em 1965. Na época, o proprietário Nicolau, fundador do ponto histórico, já desejava se afastar das atividades há algum tempo.

Naquele tempo, a Cidade Canção contava com apenas dezoito anos de fundação e aproximadamente 42 mil habitantes, de acordo com o censo realizado em 1960. Segundo Massao, no auge dos impressos, o município chegou a contar com 100 pontos de vendas distribuídos. “O Diário do Norte do Paraná era um dos três jornais mais importantes de todo o estado”, relembra o septuagenário, sobre a relevância editorial de Maringá.

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Ao centro Toshinori Tsukada e os filhos Hiroshi e Massao, em fotografia na década de 60/ Foto: Acervo pessoal
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Os irmãos Hiroshi (à esquerda) e Massao Tsukada (à direita) posam em frente à tradicional banca, um
ponto histórico da cidade. Foto: Pedro Natel

Hiroshi Tsukada, irmão mais novo de Massao, sempre atuou em conjunto nos empreendimentos familiares e há alguns anos é ele que está à frente da administração do comércio. Em entrevista à reportagem, o maringaense se orgulhou do legado da família. “É gratificante ter todo esse passado”, celebra.

Vistas às mudanças sociais e digitais no consumo de produtos jornalísticos, os empresários sentiram a necessidade de se adaptar. Em uma cidade cujo principal jornal chegou a circular 20 mil exemplares nas edições de domingo, segundo Hiroshi, não chega a arrecadar 10% dos números conquistados com a venda de impressos atualmente.

Há alguns anos, o estabelecimento ganhou o apoio de Alessandra Alves Tsukada, esposa de Hiroshi e consultora de cosméticos na área da beleza. Ela ajudou a adaptar a banca às novas oportunidades, aumentando o público-alvo do negócio. Na atualidade, as prateleiras são preenchidas por revistas, HQs, mangás, refrigerantes, petiscos e alguns poucos jornais exibidos na entrada.

Entre as clientes de Alessandra, está Dona Aparecida, ex-revendedora de cosméticos, que com frequência separa um horário em suas tardes para comprar produtos de beleza no local.

Ouça a entrevista

Desde maio, a esquina ganhou um movimento maior, com a sazonal oportunidade que a Copa do Mundo traz a cada quatro anos. Por meio da compra de álbuns e figurinhas dos jogadores das principais seleções que disputam a competição, um novo público de todas as idades comparece à banca diariamente. Trocas de cards em grupos vêm sendo organizadas aos finais de semana no espaço.

Este conteúdo foi produzido originalmente como atividade acadêmica para a disciplina “Fundamentos em Jornalismo”, ministrada pelo professor Thiago Ramari, no curso de Comunicação e Multimeios da UniCesumar.

Galeria de imagens

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As instalações do local estão decoradas na temática da Copa do Mundo 2026/ Foto: Pedro Natel
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As sobras dos impressos são vendidas em quilos, normalmente para cuidados de limpeza com pets/ Foto: Daniel Demeterko
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Os mais velhos e profissionais da área sustentam a pequena quantidade de venda dos impressos/ Foto: Pedro Natel
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Quando o ponto foi inaugurado, em 1957, Maringá contava com apenas seis anos de emancipação política/ Foto: Pedro Natel

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