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18 de abril de 2026

Entregador salvo por homem que morreu baleado em SP diz que vítima teve ‘ato de bravura’


Por Agência Estado Publicado 17/04/2026 às 19h29
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O entregador Thiago Lopes, motociclista envolvido no assalto que terminou com a morte do motorista Alisson Oliveira de Jesus na noite da última quinta-feira, 16, em São Paulo, disse que a vítima “teve um ato de bravura” e que “nunca irá “esquecer” o que foi feito por ele.

Alisson interviu em um assalto realizado contra Thiago na Rua das Margaridas Amarelas, no Jardim Ângela, zona sul da capital. Dois homens em uma moto abordaram o entregador, que também estava em uma motocicleta. Alisson, que passava pelo local, presenciou a cena e avançou o carro contra os criminosos para impedir o assalto.

Um dos suspeitos, armado, conseguiu se levantar e atirou contra Alisson. Ele foi atingido na cabeça e não sobreviveu.

“O Alisson fez um ato que eu nunca vou esquecer. Nunca vou esquecer. Aos meus 28 anos de idade, nunca aconteceu isso na minha vida. Nunca tentaram nem me roubar. Aí um cara, em um ato de bravura, morreu, pô”, lamentou Thiago à imprensa, na manhã desta sexta-feira, 17.

O caso foi registrado no 47º Distrito Policial (Capão Redondo) e encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso, informou a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP).

Os assaltantes seguem foragidos. “O caso foi encaminhado para a 1ª Disccpat, do Deic, que realiza diligências no local em busca de imagens, testemunhas e demais elementos para identificar a autoria e esclarecer o caso”, informou a SSP-SP.

Aos jornalistas, Thiago descreveu o que aconteceu. “Os bandidos desceram aqui na avenida já com a arma na mão. Foi quando eu pensei rápido e peguei pela contramão aqui da esquerda. Eles disseram: ‘Vai, é assalto, é assalto'”, disse.

“Eu ouvi, mas eu continuei seguindo e aí eles ficaram com o Alisson. Um do lado do outro, mas foi muito rápido, foi questão de segundos. Foi quando o Alisson jogou o carro em cima deles. Infelizmente, conseguiram levantar”, continuou.

Com a voz embargada, Thiago disse que Alisson não deveria ter reagido ao crime. “Ele não precisava ter feito isso, pô. Eu ia deixar ele levar minha moto. Minha moto tem seguro, tem rastreador. Eu ia procurar”, disse o entregador, que aconselhou: “Não reage, mano. Um assalto, não reage”.

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