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11 de maio de 2026

Suspensão da Ypê pela Anvisa vira tema de disputa política nas redes


Por Metrópoles, parceiro do GMC Online Publicado 11/05/2026 às 17h22
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Foto: Reprodução/ Redes sociais

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender parte da produção de produtos da marca Ypê, na fábrica localizada em Amparo (SP), gerou forte reação de políticos e apoiadores de direita nas redes sociais, que relacionaram a decisão ao histórico de doações feitas pelos donos da empresa à campanha de Jair Bolsonaro em 2022.

Internautas publicam fotos comprando diversos produtos da marca, enquanto vídeos de pessoas tomando banho e ingerindo detergente também viralizaram nas redes.

“Missão dada, missão concluída. Somos todos Ypê”, escreveu uma.

“Somos todos Ypê!! O povo patriota da direita cristã é instruído, não deixará se enganar com a falsidade e as mentiras desse desgoverno corrupto”, ressaltou outro.

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Foto: Reprodução/ Redes sociais

Também houve manifestações de políticos de direita em defesa da marca. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou, nesse sábado (9/5), uma imagem com viés positivo de um frasco de detergente da marca Ypê em meio à mobilização de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais em defesa da empresa.

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Foto: Reprodução/ Redes sociais

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) também saiu em defesa da marca Ypê. “Quero fazer um desafio ‘pra’ ela poder ir na casa de cada brasileiro poder [sic] fiscalizar a bucha de cada brasileiro. Isso é importante também viu, Anvisa?”, declarou o parlamentar nas redes sociais.

“Foi um lote que ‘tá’ problema, que tem que ser fiscalizado sim, que a saúde ‘tá’ sempre em primeiro lugar, mas vale com uma coincidência também [sic] que essa empresa, a Ypê, ela doou para a campanha do Bolsonaro. É só uma coincidência?”, diz em vídeo publicado.

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Foto: Reprodução/ Redes sociais

Outros políticos se manifestaram defendendo a empresa. Ainda no sábado, o vice-prefeito de São Paulo, Coronel Ricardo Mello Araújo (PL-SP), foi às redes sociais para fazer uma campanha a favor da empresa Ypê.

“Vamos acabar com essa sacanagem que estão fazendo com essa empresa 100% brasileira. Vamos nos supermercados, vamos comprar produtos Ypê. Quem tem produtos Ypê, posta no Instagram, marca a Ypê”, disse.

O deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), afirmou em post que não se deve confiar na “Anvisa de Lula”.

“Seguindo o vídeo do nosso querido Coronel Mello Araújo, vice-prefeito de São Paulo, aqui em casa só produto Ypê, que é gente séria, gente direita, gente bolsonarista e, por isso, está sendo perseguida”, afirmou Bove nas redes sociais.

O que diz a Anvisa

A Anvisa informou que a decisão de terça-feira (5/5) segue o princípio de proteção à saúde e foi baseada em análise de risco sanitário.

Segundo a agência, inspeções realizadas em conjunto com órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária identificaram falhas nos sistemas de controle de qualidade e nos processos de fabricação.

As irregularidades, de acordo com a agência de vigilância, comprometem as boas práticas de fabricação e podem representar risco à saúde. Entre as preocupações está a possibilidade de contaminação microbiológica, com presença de microrganismos que não deveriam estar nos produtos.

De acordo com a diretoria colegiada da Agência, será analisado nesta quarta-feira (13/5) o recurso apresentado pela fabricante da Ypê contra a suspensão da produção e comercialização de determinados lotes de produtos de limpeza da marca.

“Vamos analisar essa questão de forma bem definitiva agora na quarta-feira, na próxima reunião do colegiado da Anvisa”, afirmou o presidente da agência, Leandro Safatle.

Ypê

Em nota, a Ypê afirma que “tem mantido suspensa as linhas de produção da sua fábrica de líquidos desde o último dia 7 de maio, responsáveis pela fabricação dos produtos lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes de número de lote final 1 (um), objeto da RE n. 1834/2026”.

“Esta medida continua em curso, independentemente do efeito suspensivo obtido com o nosso recurso, e tem como objetivo acelerar o cronograma e a conclusão de medidas apontadas pela Anvisa durante a última fiscalização”, afirma.

Clique aqui e leia a reportagem completa no Metrópoles, parceiro do GMC Online.

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