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24 de junho de 2026

‘Meu filho quase morreu’: mãe de bebê queimado em creche de Sarandi faz protesto e cobra justiça pelo caso


Por Thiago Danezi Publicado 24/06/2026 às 16h13
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O ato teve como objetivo cobrar respostas das autoridades sobre as circunstâncias do acidente e exigir justiça pela criança. Foto: Equipe GMC Online

A família do pequeno Gael, bebê de um ano que sofreu queimaduras graves durante um banho em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) de Sarandi, realizou um protesto na tarde desta quarta-feira, 24, em frente à Prefeitura de Sarandi. O ato teve como objetivo cobrar respostas das autoridades sobre as circunstâncias do acidente e exigir justiça pela criança.

Gael recebeu alta hospitalar na última terça-feira, 23, após permanecer internado por seis dias no Hospital Universitário de Maringá. Durante o período de internação, ele passou por procedimentos cirúrgicos e recebeu tratamento intensivo para as queimaduras de segundo grau que atingiram aproximadamente 18% do corpo, incluindo cabeça, rosto, ombro, tórax e braço.

Durante o protesto, a mãe da criança, Kethelyn Fernandes, relatou o sofrimento enfrentado pela família desde o dia do acidente e afirmou que ainda aguarda respostas concretas da administração municipal.

“Eu entreguei meu filho às 8h05 no CMEI e, às 9h06, a diretora me ligou dizendo que estavam dando banho nele quando a água do chuveiro desceu muito quente e acabou queimando ele. Quando cheguei lá, meu filho estava tremendo de frio, assustado e todo queimado de um lado do rosto”, afirmou.

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O pequeno Gael passou uma semana internado no Hospital Universitário de Maringá e passou por três procedimentos cirurgicos. Foto: Imagem cedida ao GMC Online

Segundo a mãe, além das queimaduras, a criança apresentava hematomas pelo corpo. Ela classificou o episódio como uma injustiça e reforçou o pedido para que os responsáveis sejam identificados. “Meu filho ficou seis dias internado, passou por cirurgias, precisou de sedação e usou morfina por causa das dores. Nós queremos justiça pelo Gael”, declarou.

Família questiona versão apresentada

Kethelyn também demonstrou desconfiança em relação à versão inicial apresentada sobre o acidente. “Meu coração de mãe diz que isso não pode ter sido apenas um chuveiro. A queimadura foi muito forte. Eu acredito que estão escondendo alguma coisa da gente. Queremos a verdade”, disse.

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Foto: Equipe GMC Online

A mãe ainda criticou o que considera falta de assistência da Prefeitura de Sarandi após o ocorrido. Segundo ela, a família precisou buscar ajuda para adquirir medicamentos e enfrenta dificuldades financeiras desde o acidente. “Disseram que estavam dando total apoio para a família, mas não foi isso que aconteceu. Eu não estou podendo trabalhar para cuidar dele e estamos desamparados”, afirmou.

Laudo aponta indícios de imprudência

As investigações sobre o caso continuam. Um laudo elaborado pela Polícia Científica de Maringá apontou indícios de imprudência e identificou a existência de uma suposta “gambiarra” no sistema de aquecimento de água utilizado no CMEI.

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Bebê teve queimaduras de segundo grau na cabeça, no braço e no tórax. Foto: Cedidas/Kethelyn Fernandes

De acordo com o advogado da família, Bruno Brandão, os peritos encontraram instalações inadequadas e classificaram o sistema como uma estrutura insegura. Segundo ele, o próprio documento técnico utiliza termos como “instalações amadoras”, “condições de insegurança” e “gambiarra” para descrever a situação encontrada durante a perícia.

O portal GMC Online entrou em contato com a Prefeitura de Sarandi, que se manifestou por meio de nota. Segundo a administração municipal, o caso está sendo acompanhado de forma integrada pelas secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social.

Ainda conforme a prefeitura, a transferência escolar dos filhos da família já foi realizada, atendendo a uma solicitação da responsável pelas crianças. A administração informou também que as secretarias envolvidas estão atuando em conjunto para acompanhar a situação e adotar as medidas necessárias de acordo com as demandas identificadas.

Em nota, a prefeitura afirmou que equipes da Secretaria de Educação, além de psicóloga e assistentes sociais do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), estiveram na residência da família e iniciaram os encaminhamentos necessários para a execução das ações de apoio e atendimento.

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